Londrina - Anunciada para entrar em funcionamento no início deste ano, a Patrulha Maria da Penha de Londrina ainda está em fase de formatação no município. Sem recursos para adquirir as viaturas necessárias para o setor, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Vereadores e outras lideranças femininas da cidade se reuniram com o prefeito Alexandre Kireeff nessa semana para reivindicar apoio. Além dos veículos, o grupo pediu a contratação de um advogado para o Centro de Atendimento à Mulher (CAM).
"O prefeito garantiu que nos disponibilizará dois veículos da Prefeitura para a Patrulha. Só é preciso mudar a destinação dos carros. Quanto aos guardas municipais para o trabalho, ainda será preciso esperar o fim do curso de tiro da corporação e fazer um projeto de adequação da jornada deles", relata a vereadora Sandra Graça, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Ela acredita que a patrulha possa estar nas ruas até o fim do primeiro semestre. Também ficou definido que o próximo projeto para criação de cargos que a Prefeitura enviar à Câmara trará a função.
De acordo com a secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, Sônia Medeiros, a Patrulha Maria da Penha será uma ferramenta importante no enfrentamento da violência contra a mulher e na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas. "Com a patrulha, a vítima entrará em contato quando houver descumprimento da medida pelo agressor e falará direto com a guarda. Será muito mais rápido o atendimento", assinala.
A implantação do botão do pânico, no entanto, ainda esbarra na falta de orçamento. A cidade seria a primeira do Paraná a adotar o dispositivo que pode ajudar mulheres sob medida protetiva, por meio de cooperação entre a Vara Maria da Penha, o Tribunal de Justiça e o Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP). Ao todo, 50 mulheres receberiam o botão do pânico, conforme a gravidade do caso, se as contas para o investimento fechassem. "O valor total para colocar o sistema em operação foi altíssimo, o que, infelizmente, inviabilizou seu uso", explica a secretária.(A.L.)

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