Viaturas da PM lotam pátio do Iapar
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de agosto de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Perto de 100 viaturas da Polícia Militar (PM) lotam o pátio do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), na Zona Sul de Londrina. Elas foram refugadas pela polícia e estão à espera de encaminhamento para leilão. Enquanto isto, a cobrança por mais policiamento na cidade é uma constante entre a população londrinense.
Segundo o Departamento de Transporte Oficial (Deto), órgão ligado à Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap), os veículos não são mais considerados viaturas porque o desgaste proveniente do uso pelas polícias Civil e Militar deixaram os carros sem condições de uso para o trabalho.
A avaliação sobre a conveniência do descarte das viaturas é determinada pelo Deto, que opta pelo descarte quando ''a manutenção é mais cara que a substituição da viatura'' ou ''quando o conserto de batidas se torna também mais caro do que a substituição do veículo.''
A área onde estão estacionados acumula viaturas quebradas ou que foram envolvidas em acidentes. Alguns carros são de modelos relativamente novos, como Renault Scénic e Toyota Hilux. A reportagem esteve no local e contou 101 viaturas, 23 motonetas e 14 motos, além de destroços de um ônibus policial incendiado.
A assessoria de imprensa da Seap enfatizou que, independentemente do ano dos veículos, é a avaliação do Deto que decide quais os veículos que devem ser aposentados. Também informou que os veículos que serão leiloados já foram substituídos por novos.
Por outro lado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública não informou o número de viaturas que estão disponíveis na área do 5º Batalhão da Polícia Militar. Alega ''questões de segurança.''
O dinheiro arrecadado com os leilões vai para a aquisição de carros novos e para os fundos de modernização das polícias Civil e Militar. O Deto classifica como ''manutenção onerosa'' aquela cujo valor supera em 70% o valor de tabela do veículo.
Nesta situação se enquadram os modelos Renault Scénic da Polícia Militar, que são considerados carros de manutenção cara. ''Quando o conserto, peças e mão-de-obra ultrapassam 70% do valor do carro, o veículo é considerado 'inservível' e separado para leilão, porque compensa mais sua venda e posterior substituição do que continuar com o veículo na frota, gerando despesas'', informou a Seap.
De acordo com a secretaria, um leilão realizado em abril, em Foz do Iguaçu, terminou com 129 lotes vendidos e faturamento de R$ 459 mil. No Paraná, em 2005, foram dois leilões (R$ 1,3 milhão, para 493 lotes leiloados); outros dois em 2004 (R$ 1,4 milhão, 509 lotes) e três em 2003 (R$ 1,3 milhão, 550 lotes).


