Os policiais militares Antônio Roberto Gonçalves e José Márcio Gasparini, que estavam na viatura que atropelou as cinco pessoas anteontem, em Rolândia, estão recolhidos na sede da 3ª Companhia da PM em Arapongas. Segundo o comandante interino do 15º BPM, major José Cesário de Paula, eles responderão a inquérito policial por homicídio culposo e inquérito administrativo. ‘‘Enquanto o inquérito estiver sendo arrolado, os policiais ficarão retidos’’, afirmou. O inquérito tem 30 dias para ser concluído.
De acordo com o major Cesário, a viatura de Arapongas foi chamada para reforçar a segurança no estádio de Rolândia, onde acontecia a final do campeonato estadual da série C, entre a equipe local do Nacional e Cintos Mimos, de Colorado. ‘‘A partida estava quente. Então o oficial do dia, temendo que pudesse haver briga entre torcidas, chamou reforço de Arapongas e do distrito de São Martinho’’, explicou.
Para ele, o atropelamento foi uma fatalidade. ‘‘De acordo com o relatório dos policiais, o ciclista Policarpe Neves Barbosa saiu de trás de uma Kombi, que estava no acostamento e foi atropelado. O motorista perdeu o controle e acabou atropelando as outras pessoas’’, resumiu. O ciclista morreu na hora. O corpo foi transportado para o Instituto Médico-Legal de Londrina por um carro de uma funerária de Rolândia. Os policiais que estavam no local do acidente decidiram chamar a funerária porque o IML estava demorando para atender ao chamado. Os moradores já haviam começado a manifestar que haveria violência.
Major Cesário justificou que a revolta dos moradores da região sul é explicada por aqueles bairros serem considerados violentos. No entanto, afirma ser improcedente esta violência contra os policiais e viaturas. ‘‘Não vamos passar a mão sobre a cabeça de ninguém, caso fique apontada a culpa dos policiais no atropelamento. Por isso, esperamos que os inquéritos sejam concluídos e a perícia aponte o que realmente aconteceu’’, afirmou.

mockup