O Instituto de Criminalística Carlos Éboli, localizado na cidade do Rio de Janeiro, está um passo à frente de outros institutos no momento de realizar perícias. Um projeto surgido há dois anos e meio vem permitindo que exames sejam realizados no local do flagrante dentro de duas viaturas que foram transformadas e equipadas para o serviço. As viaturas estão expostas em frente ao Hotel Sumatra, em Londrina, onde ocorre o XVII Congresso Nacional de Criminalística.
O diretor do Instituto, Marcos Luiz Gonçalves, explicou que existia uma grande preocupação em relação à atuação da perícia técnica durante grandes eventos, como shows e partidas de futebol. Segundo ele, havia um consenso de que os carros pequenos serviam apenas como meio de transporte, e não davam o necessário suporte tecnológico e material para que o perito exercesse sua função com desenvoltura. ''Atendemos muitos crimes contra pessoas e o patrimônio. Nossa preocupação era agilizar o trabalho pericial e a investigação'', ressaltou.
Gonçalves acrescentou que, após desenvolverem o projeto, ele foi encaminhado para uma fundação de apoio à pesquisa, ligada à Secretaria Estadual de Ciências e Tecnologia do Rio de Janeiro. Foi acertada uma parceria, por um prazo de três anos, para o desenvolvimento do projeto. O passo seguinte foi adquirir as viaturas e equipá-las. A viatura maior custou pouco mais de R$ 100 mil, e a menor cerca de R$ 65 mil. ''Teremos uma terceira viatura para perícia no meio ambiente'', completou.
O diretor frisou que, no próximo mês, a viatura maior deverá contar com um equipamento de fotografia tridimensional, que deverá ser utilizado, principalmente, em casos de acidentes envolvendo veículos. Com esse equipamento, se o local for preservado, será possível reconstituir a colisão. ''A prova técnica é a mais democrática das provas, pois não atende ninguém, mas sim a verdade'', comentou.
Para finalizar, Gonçalves afirmou que Londrina deveria contar com as viaturas, que poderiam ser úteis na resolução dos homicídios. ''Deveria haver uma mais completa e outra menor destinada ao meio ambiente'', recomendou.

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