Dois policiais militares socorristas do Siate de Londrina ficaram gravemente feridos depois que a viatura em que viajavam capotou na estrada de acesso à Tamarana (62 km ao sul de Londrina). O acidente aconteceu pouco depois das 16 horas da quarta-feira e eles iriam prestar socorro a uma vítima de ferimento a bala naquele município.
O cabo Ademir João Canovas, que dirigia a viatura, sofreu pequena fratura na coluna cervical mas passa bem e não deverá ter sequelas. Já o soldado Isael Moreira Gonçalves teve traumatismo craniano e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina, onde permanecia ontem inconsciente e respirando com ajuda de aparelhos. Ambos trabalhavam no posto do Corpo de Bombeiros do Lago Igapó.
De acordo com informações do relações públicas do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, 1º tenente Ezequias de Paula Natal, um médico que seguia em outra viatura contou que a van teria ''balançado'' na pista, em seguida capotou e chocou-se contra um poste de iluminação. Os dois bombeiros ficaram presos nas ferragens e foram atendidos imediatamente pelo médico.
Natal informou que será instaurado um inquérito técnico para apurar as causas do acidente. Segundo o relações públicas, a viatura era de 1996 e já deveria ter sido retirada de circulação. ''Ela estava em uso, mas já havia passado a sua vida útil'', comentou. O tempo médio de utilização de uma viatura é de cerca de cinco anos.
O tenente Natal lembrou do processo de licitação municipal para compra de três novas ambulâncias que está suspenso por uma denúncia de um suposto direcionamento do edital. Ele afirmou que a suspeita não procede e que as especificações exigidas são necessárias. ''O que pedimos são ambulâncias com capacidade maior e com estabilidade maior'', apontou Natal.
O presidente da comissão permanente de licitação, Wilson Silva Silvestre Neto, reafirmou que o processo de compra dos veículos foi suspenso porque ''teve vício nas especificações, o que direcionou a licitação''. Ele declarou que o processo está sendo apreciado pela Procuradoria Jurídica do Município e poderá ser cancelado ou sofrer alterações em suas especificações e prazos. O fato de os bombeiros terem perdido uma ambulância, segundo Silvestre Neto ''não muda (nada) porque é preciso cumprir os prazos legais''.
Um socorrista ouvido pela reportagem disse que esses veículos percorrem cerca de 300 quilômetros por dia e que a ambulância em questão já estava bastante deteriorada. O bombeiro revelou que a viatura acidentada fazia ''muito barulho''. ''As viaturas pequenas (como a que se acidentou) estão sem condições de andar e esta estava bem ruim'', garantiu. Ele também lamentou o fato de o acidente envolver o cabo Canovas, tido como um dos mais prudentes no trânsito pelos companheiros de trabalho.

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