Vias serão bloqueadas para demolição no Terminal Metropolitano
Trechos da Leste-Oeste e ruas que cercam o terreno serão interditados neste sábado
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sexta-feira, 13 de março de 2026
Trechos da Leste-Oeste e ruas que cercam o terreno serão interditados neste sábado

Os arredores do terreno que irá comportar o Terminal Metropolitano de Londrina, localizado na Avenida Arcebispo Dom Geraldo Fernandes (Leste-Oeste), serão bloqueados neste sábado (14) para que as obras avancem, com serviços de demolição e remoção de estruturas de concreto. A face norte da Avenida, nas esquinas das ruas Bahia e São Vicente, será interditada por parte do dia, além dos trechos das ruas que cercam a construção, na região central. O Governo do Estado investe R$ 57 milhões na intervenção.
Ratinho Jr (PSD), governador do Paraná, esteve em Londrina em fevereiro para assinar a ordem de serviço para a construção do terminal. O projeto e a execução da obra são de responsabilidade da Amep (Agência de Assuntos Metropolitanos). Os trabalhos são realizados pela empresa vencedora da licitação, com valor de cerca de R$ 36 milhões, e outros R$ 20 milhões foram investidos na aquisição do terreno. O prazo de execução do contrato é de 22 meses, ou seja, o terminal deve ser entregue entre dezembro de 2027 e janeiro de 2028.

Demolição e limpeza
A construção efetiva do terminal, no espaço que sediava a antiga Companhia Intercontinental de Café, ainda não foi iniciada. A fase atual é a demolição do que sobrou do imóvel para que seja feita a terraplanagem, com os serviços concentrados na organização e preparação da área.
A Amep informou que já foi implantado um sistema de vigilância 24 horas para garantir a segurança patrimonial e o controle de acesso ao local. No momento, são realizados os serviços de limpeza geral do terreno, roçada e poda de árvores, conforme autorizações ambientais. Já foi iniciada a remoção da camada vegetal, procedimento que irá liberar o terreno para o começo das intervenções estruturais mais robustas, como fundações e infraestrutura interna
O canteiro de obras será instalado na sequência, que servirá como base operacional e logística para as equipes. A sondagem do solo já está em andamento, “etapa técnica fundamental para a definição das fundações e para assegurar que a execução do projeto siga rigorosamente os parâmetros de segurança e qualidade previstos em contrato”, pontuou a Amep. Este trabalho preliminar é decisivo para evitar imprevistos estruturais nas fases seguintes, completou a nota.
Bloqueios ao longo do dia
A FOLHA esteve no local nesta sexta (13) e encontrou homens trabalhando na parte próxima da esquina com a Rua Bahia, que está mais limpa, sem entulhos. Paredes degradadas do imóvel antigo seguem em pé. Já do outro lado da quadra, na esquina com a Rua São Vicente, o terreno está mais irregular, com montes de terra e parte utilizada como depósito de lixo.
Neste sábado, as ruas estarão bloqueadas para a realização de serviços de demolição e remoção de estruturas de concreto nas divisas do terreno do futuro terminal, necessários para garantir a organização do canteiro e a execução segura das próximas etapas da obra, relatou a Amep.
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) fará o monitoramento do trânsito no local, pontuando que a interdição ocorrerá entre 7h e 12h na esquina da Leste-Oeste com a Rua São Vicente. Entre 12h e 18h, ela está prevista para a esquina da Avenida e a Rua Bahia. A empresa vencedora da licitação, responsável pelos bloqueios, deve dispor de cones ou placas de sinalização nos locais, contendo comunicação visual alertando sobre as obras.
Por questão de segurança, “a CMTU pede para que motoristas e motociclistas estejam atentos ao passarem pela área, procurem evitar o local e optem por vias alternativas”, solicitou a Companhia.
Integração urbana e metropolitana
O Terminal Metropolitano de Londrina será implantado em uma quadra inteira, de área superior a 12 mil m², em frente ao Terminal Central, com uma passarela elevada que irá conectar as duas estações sobre a Leste-Oeste. A previsão é que mais de 50 mil passageiros sejam atendidos por dia, integrando as cidades de Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia, Jataizinho, Sertanópolis, Bela Vista do Paraíso, Assaí e São Sebastião da Amoreira.
O terminal vai contar com 15 plataformas de ônibus, sendo que, atualmente, os passageiros aguardam a locomoção em diferentes pontos da Leste-Oeste, com pouca cobertura contra o sol e chuvas.

O projeto também prevê áreas de embarque, setores administrativos e operacionais, bicicletário, lojas, lanchonetes, espaços de convivência, áreas esportivas, playground e uma área destinada a exposições.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.


