Pelo menos duas vezes por semana, a recepcionista Graziela dos Santos, moradora do Jardim Pacaembu (zona norte de Londrina), atravessa a Avenida Lúcia Helena Gonçalves Viana e segue pela Rua Irmã Bona Dose para visitar os pais no Jardim Itália. Ela disse que perdeu as contas de quantas vezes presenciou acidentes, causadas, muitas vezes, pelas crateras que tomaram conta dessas vias nos últimos anos.
Relatos sobre as péssimas condições das vias como o da recepcionista são comuns nos jardins Santa Mônica e Itália. Com as chuvas das últimas semanas, os moradores reclamam que a situação está cada vez pior. No entanto, o problema deve ser resolvido em breve, segundo a Secretaria Municipal de Obras.
O serviço nessa região teve início no dia 27 do mês passado e a previsão do secretário Sandro Nóbrega é que as obras sejam realizadas em 120 dias. O trabalho será realizado em todas as vias do Jardim Itália; nas ruas Claudir Rossi, Amélia Marques e Angelo Vicentini, no Santa Mônica; além da Avenida Lúcia Helena Gonçalves Viana, no sentido centro-bairro, entre as ruas Carlos Rottman (próximo à BR-369) até a rotatória da Avenida Henrique Mansano, totalizando 34,2 mil metros quadrados. O investimento é de R$ 707,9 mil, proveniente da emenda parlamentar do deputado federal André Vargas (PT), de 2010. Ontem, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) assinou a ordem de serviço.
"Com as obras, os imóveis da região serão mais valorizados, as condições para o tráfego serão beneficiados, além dos usuários de transporte coletivo terem mais conforto e acessibilidade", ressaltou o secretário.
O comerciante Ademir Fabiano Ribeiro, que trabalha na Lúcia Helena Viana há mais de oito anos, comemora. "Vai ser ótimo. Isso aqui está um caos, já tinha passado da hora de fazerem algum coisa, basta dar uma olhada no tamanho disso", desabafou, mostrando os buracos.
A costureira Priscila Dela Mura, que mora na Rua Amélia Marques há 26 anos, disse que nem se lembra da última vez que a rua teve algum tipo de manutenção. Ela ficou surpresa quando viu o início do serviço na semana passada. "Passam ônibus e caminhões aqui quase todos os dias e isso estava acabando com o asfalto. Com o recape, espero que a situação melhore", salientou.
Segundo o engenheiro da Pavitec (empresa responsável pela obra), Silvio Dias, a pavimentação na região deve ter sido realizada há 20 anos e não houve uma manutenção preventiva ao longo dos últimos anos. Por isso, a empreiteira está agora realizando a recomposição do pavimento em pontos específicos, antes de iniciar o recape.
O secretário reconheceu a situação precária do asfalto por toda a cidade e disse que aguarda o tempo se estabilizar para iniciar o trabalho. Os pontos mais críticos, que devem receber recape de imediato, segundo ele, são as avenidas Tiradentes e Souza Naves e as ruas Quintino Bocaiuva, Pará, Piauí e Goiás. Ele também disse que ainda não há prazo para a retomada das atividades da Usina de Asfalto.

Ayrton Senna
Durante a assinatura da ordem de serviço, Nóbrega explicou que obras de pavimentação na Avenida Ayrton Senna (zona sul) ficarão sob a responsabilidade da Alphaville Urbanismo, como contrapartida ao município pelo empreendimento do Residencial Alphaville - fase 2. Segundo ele, a secretaria ainda está orçando os valores da obra para então definir o início do trabalho e como ele será realizado. A reportagem não conseguiu contato com os responsáveis pela empreiteira ontem de manhã.

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