Viapar opera última praça de pedágio
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segunda-feira, 31 de agosto de 1998
Alexandre Sanches 
A partir da zero hora de amanhã entra em funcionamento a última praça de pedágio nas rodovias do Anel de Integração no Paraná. A praça de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) ficou pronta dois meses depois do início da cobrança de pedágio no Estado. A definição sobre o local de instalação da praça foi alvo de brigas políticas. Inicialmente, ela estava projetada para Rolândia.
Em janeiro, protestos de políticos e representantes da comunidade rolandense obrigaram a Viapar a repensar o local para a instalação da praça de pedágio. A prefeitura de Arapongas ofereceu uma área na divisa com Rolândia. Em troca, recebeu benefícios, como obras, e tíquetes isentando veículos do pedágio.
Desde o final de semana, funcionários da Viapar em Arapongas estão realizando testes nas catracas. De acordo com a tabela de tarifas publicada pela empresa, as motos pagarão R$ 0,60 de pedágio; automóveis, camionetes e furgões pagam R$ 1,10. A tarifa mais cara, para veículos com seis eixos, será de R$ 6,60. O pagamento só será aceito em dinheiro.
Segundo a assessoria de imprensa, a estrada rural que liga a comunidade do Ceboleiro, em Rolândia, a Expoara, em Arapongas, não será fechada. Pelo menos até que a Viapar consiga terminar o cadastramento dos produtores rurais da região para que paguem uma tarifa diferenciada no pedágio.
Há duas semanas, os moradores se mobilizaram contra o fechamento da estrada, considerada histórica por ter sido aberta na década de 30 pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, na colonização do Norte do Estado. Um buraco aberto na estrada, impedindo o acesso livre até Arapongas, motivou protesto no local. Os moradores taparam o buraco, restabelecendo o tráfego.
A Viapar vai retirar os sinaleiros da BR-369, em frente ao Posto Grande Parada, nas próximas semanas, evitando o cruzamento de veículos. Os motoristas que quiserem ir à Expoara ou ao posto de combustível, vindos de Arapongas, utilizarão um acesso que passa ao lado do pedágio. O desvio, construído pela Viapar na época da construção da praça, deverá ser preservado para utilização futura.


