Vianna: ‘Podem me exonerar’
‘‘Não me interessa a opinião deles, interessa o que manda a lei’’. A afirmação é do procurador-jurídico da Câmara de Vereadores de Londrina, Antônio Carlos Vianna, respondendo às críticas dos oito vereadores, que o acusam de cometer excessos em seu cargo. Vianna lembra que o cargo que ocupa é de confiança do presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB). ‘‘Se ele achar que estou extrapolando ou não cumprindo direito a função, ele tem inteira liberdade de me exonerar’’, ressalta.
O advogado acredita que as reclamações dos vereadores surgiram porque agora eles estão na oposição. ‘‘Durante dois anos, eles tiveram como procurador o doutor Adyr (Sebastião Ferreira), que defendia o interesse deles contra os outros. Mesmo com toda a sua competência, ele deixou outros insatisfeitos’’, acredita. ‘‘Agora eles não estão na situação, mas eu procuro agir imparcialmente’’. Vianna disse ainda que não precisa ficar discutindo pareceres jurídicos com o grupo. ‘‘Os vereadores se sentem com a competência de discutir pareceres e entre eles não há nenhum advogado. Eles são médicos, militares, menos advogados’’, ironiza.
Na opinião de Vianna, até agora ele não colocou a Câmara em situação irregular. ‘‘Isso não aconteceu quando o Célio Guergoletto (PMDB) ou o Major Adalberto (PFL) foram presidentes. A Câmara tem seis ou sete processos, todos já perdidos porque ele (Adyr Ferreira) deu pareceres errados’’, relata. Ele cita como exemplo uma ação civil contra vereadores que receberam 13º salário em 1995 e 96. Sobre o fato de defender o vereador Jaci Aguiar (PDT), Vianna questiona o fato de somente discutirem o caso dele. Segundo ele, Ferreira também defende o vereador e mesmo assim, foi contratado para dar parecer sobre a Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura se houve falta de decoro parlamentar de Aguiar. (L.O.)

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