Viajantes sofrem com extravio de malas na volta para casa
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terça-feira, 14 de julho de 1998
Adriana Ribeiro 
Imagine a situação: você planeja uma viagem que será feita de avião, organiza a mala e sai em busca de descanso e divertimento. Só que na chegada ao destino você fica sabendo que sua bagagem não teve o mesmo destino. É o começo de um pesadelo que pode durar horas ou até dias. Para terror de quem está planejando viajar nestas férias, o problema acontece com mais frequência em julho, segundo o diretor do Procon de Curitiba, Naim Akel Filho.
Isso porque, segundo ele, nesta época do ano a maioria dos passageiros é de jovens que estão viajando sozinhos. O extravio de bagagens é mais comum em julho do que no final de ano, quando as viagens são feitas normalmente em família, explica. Akel diz que as reclamações sobre o problema acontecem, mas não são frequentes. Já na metade de julho, o Procon ainda não atendeu nenhum consumidor que teve sua mala perdida pelas companhias aéreas.
Mas o problema existe. Somente nos primeiros 13 dias deste mês, a Vasp registrou 18 extravios de bagagens de passageiros que saíram ou chegaram ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Doze deles eram de pessoas que tinham várias origens, mas que fizeram conexão no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A explicação é que o problema é mais comum neste terminal por causa do maior número de vôos, passageiros e, consequentemente, bagagens que passam pelo local.
A agente de aeroporto da Transbrasil, Viviane Magdala, diz que na companhia onde trabalha o problema não é tão comum, mas admite: Em julho, registramos, em média, uma ocorrência por dia, nos sete vôos que saem do Afonso Pena.
A estudante de Jornalismo Melissa Zamberlan, 18 anos, viveu o drama de ter sua bagagem perdida. O problema aconteceu em julho de 1995, quando voltava de uma viagem à Holanda. Só fiquei sabendo que minha mochila tinha sumido quando cheguei em São Paulo, conta. Depois de vários contatos com a companhia Ibéria, que nunca mais achou a bagagem, ela teve que se conformar com uma indenização de apenas US$ 300 porque tinha feito um seguro antes de sair do Brasil.


