Todas as cidades que contam com uma malha de transporte coletivo urbano precisam garantir gratuidade para certos usuários. Em Londrina não é diferente. Idosos acima de 65 anos, aposentados por invalidez, portadores de deficiência, entre outros, têm direito a circular gratuitamente nos ônibus urbanos.
O supervisor do setor de passe livre da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rogério Duque de Oliveira, explicou que o benefício está amparado em leis municipal e federal e abrange portadores de deficiência física motora parcial ou total, visual, da fala, mental, auditiva, pessoas com má-formação congênita, doentes renais crônicos que fazem hemodiálise, alunos de entidades como Guarda Mirim, Apae, Epesmel, Ilece. Os aposentados por invalidez também podem requerer a gratuidade no transporte apresentando carta do INSS comprovando o problema de saúde. A CMTU fornece uma carteira com uma cota de passes ou então uma credencial que dá direito ao passe livre.
No município, são mais de 6,5 mil pessoas que usufruem da gratuidade. Para requisitar o benefício, é preciso procurar a loja de passe livre da CMTU, que fica no piso térreo do Terminal Urbano (Área Central). O horário de atendimento ao público é das 7 às 16 horas, de segunda a sexta-feira.
Os idosos acima de 65 anos também estão isentos da tarifa de R$ 1,90. Eles precisam apenas apresentar a carteira de identidade ao cobrador. Crianças até seis anos também não pagam mas a CMTU recomenda ao pai ou responsável sempre andar com a certidão de nascimento, pois o cobrador pode exigir o documento quando considerar necessário.
A dona de casa Maura da Silva Alves, 61 anos, mora no Distrito de São Luiz (Zona Sul) e usa o circular pelo menos duas vezes por semana para fazer sessões de fisioterapia. Ela tem problemas no joelho e na coluna e conseguiu se aposentar por invalidez. Todo mês, ela recebe uma cota de 25 passes. ''Graças a isso eu consigo fazer fisioterapia'', disse. Já o aposentado Pedro Martins Ponce, 77 anos, não paga passagem pelo menos há uns 15 anos. ''Acho que é justo porque já paguei muito'', brincou. Ele só reclamou de alguns motoristas que não páram quando percebem que o passageiro é idoso. ''Várias vezes fui deixado no ponto. Eles simplesmente passam direto'', criticou.

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