Viagens exigem cuidados com a segurança
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quarta-feira, 05 de setembro de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Aproveitar o feriado prolongado para uma viagem curta é uma ótima idéia. Mas é preciso cuidado para que esse momento de lazer não se torne uma grande dor de cabeça. Nesse sentido, cuidar da segurança é fundamental, e cada um tem a sua receita.
Partindo sozinho em sua primeira viagem internacional, Adriano de Oliveira Nascimento, 20 anos, levava na carteira alguns euros e reais - ambos para emergências ou pequenas compras. O dinheiro que pretende gastar em Portugal estava todo no cartão de crédito internacional. ''Nunca carrego dinheiro dentro da mala. E a mala de mão vai sempre junto ao corpo'', conta, acrescentando que costuma redobrar a atenção em ambientes mais movimentados.
Para evitar surpresas desagradáveis, Adriano tratou de se informar a respeito do país que vai conhecer, por meio da agência de viagens, catálogos e internet. Ele vai contar com a ajuda de um amigo da família, que deve ciceroneá-lo no exterior e se mesmo assim precisar pedir informações, vai recorrer a pontos específicos, como balcões de informações ou postos policiais.
Já o objeto de maior valor do estudante Isaac Santiago, 21 anos, veio do Rio de Janeiro para Londrina em uma mala especial. ''É meu sax. Na verdade, ele tem duas malas, mas esta é a que protege melhor, apesar de ser mais pesada'', revela. Com tanto cuidado, o estudante sequer cogita a idéia de colocar o instrumento no bagageiro. ''Vai sempre comigo. A única coisa que eu verifico é se o espaço destinado à bagagem de mão tem proteção, para que não caia'', conta.
Nas malas de Maria Cristina Martoni, 39 anos, objetos importantes também não entram. ''Documentos, cartão de crédito e outros objetos de valor vão todos comigo, dentro da bolsa. Sempre carrego pouco dinheiro e nada de cheques. E o resto eu confio a Deus'', revela.
Habituada a viajar de carro com a família, ela conta que redobra a atenção quando tem criança junto. ''Não deixo irem muito longe, e fico o tempo todo de olho'', informa. A casa também nunca fica sozinha. ''Sempre deixamos alguém de confiança tomando conta.''
A família da professora Iracema Mangabeira também se preveniu antes de deixar a casa para vir a Londrina. ''Geralmente ficava alguém cuidando, mas desta vez ela ficou vazia. Então, meu marido colocou grade nas janelas, deixamos uma luz acesa e avisamos minha irmã, que mora perto'', relata a professora, acrescentando que é importante avisar os vizinhos também.
Ela conta que o cuidado com a bagagem foi redobrado depois que teve uma mala extraviada. ''Hoje, nas malas que vão para o bagageiro eu coloco só roupa'', afirma. Iracema lembra, porém, que o cuidado não pode ser excessivo. ''Procuro não ficar pensando negativamente. Se a gente for se preocupar muito, acaba nem saindo de casa.''


