Ibiporã - Na Escola Municipal Sebastião Luiz de Oliveira, que oferece Ensino Fundamental, o cardápio abrange pratos como tabule, charuto e yakisoba. Para o lanche, além de bolo, as cozinheiras costumam também fazem fatias húngaras, entre outras delícias. A cozinheira Gisele Matias conta que alguns preparos dão trabalho, mas vale a pena. "Tem criança que não conhece esse pratos. Já fizemos também ovos poché, chilli, um tipo de comida mexicana e estrogonofe. As crianças passam pela janela já olhando para dentro da cozinha, para saber o que estamos preparando", conta.
"Conforme o que tem na despensa a gente inventa alguma coisa. E percebemos do que as crianças mais gostam conforme o que sobra nos pratos depois. Quando é preciso alguém vem ajudar na cozinha, para podermos preparar algo diferente", diz a cozinheira Ana Maria Pedroso.
Luzia Aparecida Martins Araújo, coordenadora pedagógica da escola, afirma que eventualmente as cozinheiras preparavam pratos diferentes, mas foi neste ano que resolveram mudar o cardápio e incluir as refeições diferentes. "Temos 90 alunos e isso facilita bastante, porque se fossem muitos mais não daríamos conta. Nossas cozinheiras também procuram aproveitar tudo o que é possível e se usamos a cenoura para fazer suco, a polpa que sobra vira bolo. Quando fazemos pratos que pedem ingredientes que não são fornecidos pelo município, usamos os recursos que a escola arrecada com promoções, ou os professores doam", destaca.
No semestre passado os alunos estudaram a colonização de Ibiporã e os alimentos desempenharam um papel importante na aula. Os professores usaram as refeições para apresentar os diversos povos, como italianos, japoneses, árabes e negros. "Algumas vezes também recebemos doações de mexericas, mamão, abóbora e outras frutas dos pais de alunos e então podemos inventar outras coisas. Temos sempre que estar fazendo pratos diferentes, para conquistar as crianças.
Entre os alunos o arroz, feijão e carne continuam com lugar cativo, mas as refeições "diferentes" também chamam a atenção. "Acho charuto bem gostoso e pedi para a minha mãe fazer em casa. Eu expliquei como era e ela fez. Também gostei do bolo de beterraba. Eu não gosto de beterraba, mas o bolo eu como", explica Amanda Aparecida de Oliveira, de 10 anos.
Margareth Coloniezi, secretária de Educação de Ibiporã, destaca que a diferenciação de cardápio entre as escolas não gera custos extras, já que o que muda é apenas a forma de preparo dos mesmos ingredientes. "Não compramos nada diferente, são coisas básicas." (E.G.)

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