Viaduto vai ser liberado sábado
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terça-feira, 19 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A partir de sábado os motoristas que passarem por Maringá pela BR-376 poderão usar a trincheira do viaduto com a Avenida Guaiapó, que será liberada ao tráfego. A pavimentação dos cerca de 400 metros sob o viaduto era a última etapa da obra, que demorou mais de três anos para ser concluída. O presidente do Serviços de Obras e Pavimentação de Maringá (Saop), Ivo Barros, disse que apesar da sinalização o motorista deverá prestar atenção na entrada da pista rebaixada. Vamos sinalizar e iluminar todo trecho, que vai ficar uma via muito rápida, explica.
Os motoristas que forem para os bairros ligados pela Avenida Guaiapó deverão manter o traçado atual, passando por cima do viaduto. A pista central, com duas vias em cada sentido, servirá apenas para quem chegar ou sair da cidade. Não vai existir problemas de conflito de pista porque as duas entradas do trecho rebaixado são bem largas, explica Barros.
A obra do viaduto começou em maio de 1997, com cinco meses de atraso a pedido dos organizadores da Sociedade Rural de Maringá. Os ruralistas tinham receio que a obra, em frente ao parque de exposições, atrapalhasse a realização da Expoingá daquele ano. Alguns meses depois, a obra parou a pedido do prefeito Jairo Gianoto (PSDB), depois de denúncias de superfaturamento no projeto. Orçado em R$ 3,7 milhões, um estudo apresentado pela oposição alegava um superfaturamento de 31% no valor licitado.
Financiado pelo Ministério dos Transportes, a obra era paralisada a cada suspensão no repasse de parcelas do recurso. Foram cinco interrupções, uma motivada pela briga entre os deputados que representam a cidade. Todos queriam ser os autores da liberação dos recursos. Nem a pressão de comerciantes da vizinhança, que alegavam uma queda nas vendas em até 60%, agilizou a obra. Em média, 20 mil veículos passam pelo trecho por dia.


