Viaduto prometido deve ficar pronto só depois das eleições
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quarta-feira, 19 de julho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) não tem previsão para a retomada das obras do viaduto de acesso a Cambé (13 km a oeste de Londrina), na BR-369. A obra foi lançada com muita festa um pouco antes das eleições de 98 pelo governador Jaime Lerner (PFL) e pela vice-governadora Emília Belinati (PTB), mas está parada por falta de dinheiro.
A licitação de R$ 1,9 milhão foi vencida pela Construtora Pavibrás, de Londrina, que iniciou os trabalhos em 1º de novembro de 98 e deveria executar o projeto em nove meses. Mas o governo do Estado interrompeu o repasse de recursos e os trabalhos foram interrompidos.
Até agora a Pavibrás executou cerca de 18% da obra. Foram construídos o sistema de drenagem de águas pluviais e uma marginal no sentido Cambé-Londrina, por onde será desviado o trânsito quando começar a construção do viaduto.
O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem calcula que no trecho entre o acesso de Cambé e o viaduto da BR-369 com a PR-445 (Rodovia Celso Garcia Cid), circulem diariamente de 20 mil a 25 mil veículos.
O Supervisor de Obras do DER em Londrina, Elson Miranda, disse que a obra deve ser retomada quando houver recursos, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) limitou os gastos do governo.
Segundo Miranda, apesar de não haver prazo para conclusão, o viaduto de Cambé é considerado obra prioritária. O engenheiro do DER explicou que o projeto prevê dois viadutos para evitar o conflito de veículos que saem de Cambé em direção à Londrina.
O diretor-geral do DER Paulinho Dalmaz, informou ontem à Folha que está trabalhando em uma programação de obras prioritárias para discutir o assunto com o secretário de Transportes do Paraná Heinz Hervig.
O secretário de Transporte e o secretário de Fazenda devem se reunir para discutir a possibilidade de viabilização de recursos. Eu, particularmente, gostaria de concluir essa obra, pois estive pessoalmente durante o lançamento da ordem de serviço, justificou.


