Viaduto deve aliviar tráfego em cruzamento
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segunda-feira, 05 de abril de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A cena já se tornou rotina para quem passa pelo viaduto que no cruzamento das avenidas Leste-Oeste e Luigi Amoresi, no Jardim Leonor (Zona Oeste de Londrina). Espremidas em sete metros de largura, as duas únicas pistas obrigam motoristas e ciclistas a redobrarem a atenção nos horários de rush, ou mesmo quando chove, para evitar acidentes.
Na tentativa de solucionar o problema, a Secretaria Municipal de Obras promete começar a construção até o fim deste semestre de mais um viaduto na área, com duas pistas e um acostamento, deixando o atual com duas vias de sentido único (bairro-centro). De acordo com o engenheiro do órgão e coordenador do projeto, Octávio Taccola Neto, a licitação para a obra será aberta após o dia 12, para quando é esperado o projeto estrutural, orçado em R$ 14,5 mil. Ao todo, ele avaliou, o novo viaduto deve custar aos cofres municipais cerca de R$ 1,5 milhão, com previsão inicial de ser concluído em seis meses.
''O trânsito no atual viaduto afunila demais e pode causar mais transtornos. Se ocorre uma batida ou se um carro quebra na extensão da via, por exemplo, todo o tráfego dali para trás pára'', justificou. Segundo o engenheiro, a construção do campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) no Jardim Jockei Club e de novos loteamentos no Jardim Leonor são fatores que influíram na decisão.
Para a maioria dos motoristas, motociclistas e ciclistas ouvidos pela Folha no local, o novo viaduto não só é necessário, como tardio. ''É bom ter uma passagem a mais, pois, de bicicleta, às vezes é quase impossível atravessar com segurança'', disse o serralheiro Sílvio Yamasatu, de 58 anos.
Na opinião do vendedor Edson Cirino Carneiro, 34, manter duas pistas para cada sentido seria a solução ideal. ''Às seis da tarde, de manhã e em dias de chuva, é simplesmente terrível'', garantiu. Vítima de um acidente no local, o representante comercial Anderson Barbosa dos Santos, 27, concorda com Carneiro. ''Tem que ter no mínimo pista dupla. Sempre vejo algum tipo de colisão por aqui'', comentou.
''Freguês'' do viaduto diariamente, o motorista Anderson Teodoro da Silva, 26, explicou a seu modo o porquê das futuras mudanças. ''É muito pouco espaço, então a gente tem que dirigir cuidando para desviar de bicicleta, catador de papel e ainda dos carros que vêm no sentido contrário quando são eles que desviam de algo'', detalhou.
Questionado sobre outros pontos críticos do trânsito de Londrina, o engenheiro da secretaria admitiu que seria necessária a construção de pelo menos mais seis travessias em todo o perímetro urbano, especialmente na Zona Norte. Contudo, a medida deve ficar somente para a próxima administração. ''Para este ano não há previsão de que sejam construídas, pois são obras caras'', argumentou.


