Até o final do próximo ano, duas importantes obras viárias - a Via Metropolitana e o Contorno Leste - deverão contribuir para o desafogamento do tráfego ao longo da BR-116, no trecho entre os bairros do Atuba e Pinheirinho, incluído no programa BR-Cidade, da Prefeitura de Curitiba. Os dois complexos, segundo o presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Luís Hayakawa, ‘‘concretizam o Eixo Nacional Norte/Sul de Transportes proposto pelo governo federal, permitindo ligações rápidas entre a BR-116 e a BR-376, viabilizando o tráfego entre São Paulo e Florianópolis, sem atravessar a área urbana de Curitiba’’.
A Via Metropolitana será a ligação viária entre São José dos Pinhais e a BR-116. Quando concluída, formará um anel viário, integrando-se ao já existente Contorno Sul e ao futuro Contorno Norte, cuja construção depende da liberação de recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a ser aprovada pelo Senado.
Ao todo, de acordo com Luís Hayakawa, o Banco Interamericano de Desenvolvimento destinou US$ 225 milhões para investimentos que beneficiam o Programa de Transporte da Região Metropolitana de Curitiba.
A Via Metropolitana, cruzando três municípios metropolitanos - Colombo, Pinhais e São José dos Pinhais, desviará o fluxo de veículos da rodovia federal. Os R$ 20 milhões necessários para a construção dos cerca de 20 quilômetros da Via Metropolitana virão do governo federal e do DNER, que também bancarão os R$ 25 milhões necessários para construir o Contorno Leste.
O Contorno Leste será outra opção para quem vem de São Paulo pela BR-116. A estrada, que será construída pelo DNER, escoará o fluxo de veículos até São José dos Pinhais e a BR-376, a partir do município de Quatro Barras, numa extensão de aproximadamente 44 quilômetros. ‘‘O Contorno comportará o tráfego rodoviário pesado; a Via, deslocamentos metropolitanos, e a BR-116, essencialmente o trânsito urbano’’, explica Luís Hayakawa.

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