Celso Pacheco A Avenida Dez de Dezembro - que corta Londrina no sentido norte-sul e que também é conhecida como Via Expressa - tem vários cruzamentos perigosos ao longo de seu percurso. Um dos piores e alvo de constantes reclamações é o cruzamento para onde converge o trânsito da Avenida Inglaterra e Rua André Gallo (jardim Vilas Boas), de um lado, e das ruas Madre Henriqueta Dominici (Jardim Monte Belo), Veneza e Lisboa (ambas do Conjunto Habitacional Roseira).
O cruzamento de veículos vindos destas vias pela Dez de Dezembro é extremamente complicado. Em parte, pela má sinalização do local, em parte pelo desrespeito dos motoristas à sinalização existente e às leis de trânsito. As batidas entre automóveis são constantes. Não raros também são os atropelamentos de pedestres e ciclistas que se aventuram a tentar a travessia.
Os acidentes ocorrem basicamente por duas razões: os veículos trafegam pela Via Expressa desenvolvendo alta velocidade; e os motoristas que tentam o cruzamento pela travessa Lisboa o fazem vindos diretamente das pistas internas da avenida, sem se utilizarem dos contornos existentes nas duas marginais - nos dois sentidos - paralelas à Dez de Dezembro.
Quando o veículo que tenta esta arriscada manobra é um caminhão ou ônibus, a batida e engarrafamento do trânsito são quase inevitáveis. ‘‘Os acidentes são constantes; muitas pessoas já morreram aqui nos últimos anos. O pior é quando ocorre atropelamento de pedestres. Para resolver, só com a instalação de quebra-molas e de semáforos’’, comenta o comerciário Joaquim Monteiro da Silva, que mora nas proximidades do cruzamento há mais de 15 anos.
Segundo ele, um pedestre ou ciclista podem levar mais de dez minutos esperando para atravessar a avenida, nos períodos de tráfego mais intenso, que ocorrem pela manhã, no horário de almoço e no final da tarde. ‘‘É difícil passar por aqui porque os motoristas correm demais’’, explica Joaquim da Silva, lembrando que os acidentes acontecem nos dois sentidos da Via Expressa.
Nas pistas internas da avenida não há sinalização indicando ou obrigando os motoristas a usar as marginais para o contorno e cruzamento através da travessa Lisboa. Apesar de haver placas proibindo o estacionamento nestas marginais, é comum e grande o número de veículos nesta situação; notadamente caminhões, por se tratar de uma região com muitas empresas de médio porte.
O cruzamento fica entre o Parque Arthur Thomas e a rodovia Celso Garcia Cid (PR-445), e o semáforo mais próximo fica a cerca de 500 metros, na avenida Europa (jardim Piza), perto do parque. ‘‘Este cruzamento realmente é muito perigoso. Sabemos do problema e estamos muito preocupados em resolvê-lo. A saída vai ser a construção de uma rotatória ou a readequação geométrica com a instalação de um semáforo’’, afirma o presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Mário Stamm Júnior.
De acordo com ele, a equipe de técnicos do Ippul está na fase final de estudos antes de optar pelo projeto mais adequado. ‘‘Estamos conscientes da gravidade daquela situação, e já fizemos pesquisas e estudos para embasar a tomada da melhor solução possível. Mas, infelizmente, os problemas nesta área são grandes e recebemos solicitações diárias da população da cidade inteira. Neste cruzamento específico, só poderemos realizar as obras no próximo ano’’, explica o presidente do Ippul.
Mário Stamm Júnior lembra ainda que outras duas importantes obras estão sendo realizadas em cruzamentos da Via Expressa - perto do Estádio da Vila Santa Terezinha e na Avenida Portugal, próxima do Arthur Thomas -, e que uma futura será feita no cruzamento com a avenida Guilherme de Almeida, mais ao sul, quase no trevo da rodovia Celso Garcia Cid.

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