Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
O veterinário Hugo Keiji Kimura quer construir em Maringá um cemitério para cães e gatos. Ele está à procura de parceiros para a iniciativa considerada inédita no interior do Estado. Segundo Kimura, que é representante do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PR), além de questões práticas, afetivas e financeiras, o cemitério iria atender a objetivos sanitários.
Ele justifica que, na maioria das vezes, os donos nunca sabem o que fazer quando o cachorro ou o gato de estimação morre. ‘‘Até os responsáveis pelas clínicas ficam constrangidos ao falar para o dono do animal que o único caminho é o aterro sanitário, o lixão de Maringᒒ, disse Kimura.
Para o veterinário, a questão sanitária deve ser observada já que muitos destes animais morrem em consequência de doenças contagiosas. ‘‘Quando são jogados em fundos de vale, beiras de estrada ou próximos de córregos, a chuva pode propagar a contaminação’’, explicou Kimura. Em Maringá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente é o único órgão responsável pelo recolhimento de animais mortos no aterro sanitário e não funciona em finais de semana.
Objetivo do veterinário é encontrar parceiros que viabilizem a compra de um terreno de mil metros quadrados. A estrutura do local seria complementada com um serviço de jardinagem para o estilo de um cemitério-parque e o sepultamento em caixas de alvenaria para garantir a higiene. Kimura ainda não tem dimensão do preço de um funeral.
O veterinário explicou ainda que o cemitério atuaria como prestador de serviços. ‘‘Pretendemos fazer o recolhimento, o translado e sepultamento do animal’’. Conforme Kimura, a vida de um cachorro de pequeno porte dura em média de 12 a 15 anos. Kimura estima que em Maringá, cuja população ultrapassa 290 mil habitantes, existem cerca de 30 mil cães e outros 18 mil gatos.

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