Vestibular poderá ser feito em duas fases
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
O vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) poderá ser realizado em duas fases a partir do ano que vem. A efetivação desta mudança depende da aprovação do Conselho Estadual de Pesquisa e Extensão (Cepe), para onde a proposta foi enviada no ano passado. O órgão deve emitir seu parecer sobre o pedido até abril de 2005. A novidade foi anunciada pela reitora Lygia Puppato em entrevista coletiva concedida ontem à tarde.
Caso a divisão do concurso seja aprovada, a primeira fase das provas passará a ser realizada em novembro, com questões de conhecimentos gerais. Essa etapa será eliminatória. A segunda fase, programada para dezembro, será aplicada em dois dias, com provas de português, literatura, língua estrangeira, redação e conhecimentos específicos.
Como a primeira fase se realizará no final do ano letivo das escolas que abrigam o vestibular, o teste deve ser marcado em um domingo. O objetivo é contornar uma possível falta de locais para aplicação das provas.
''A concepção pedagógica do vestibular não vai mudar'', afirmou a reitora, acrescentando que as questões de múltipla escolha serão mantidas. Ela informou que o modelo das provas será o mesmo utilizado atualmente, com valorização da interpretação de textos. Essa diretriz foi implantada nos testes da UEL há três anos, quando o concurso ficou mais analítico.
Segundo Lygia, o principal motivo que justifica a mudança é o crescimento no número de candidatos. ''Estamos entre as grandes universidades, com mais de 30 mil inscritos por concurso'', afirmou. Com o desmembramento em duas datas, ficarão para a segunda fase apenas os vestibulandos com chance real de aprovação. Nesta etapa, a concorrência máxima será de cinco candidatos para cada vaga.
A divisão possibilitará que a lista de aprovados seja divulgada mais cedo, ainda em janeiro. ''Vai diminuir a tensão das famílias'', acredita ela, que ainda não sabe se a modificação implicará em aumento de custos na realização do evento. A realizarão de duas fases, para Lygia, é uma tendência entre as grandes instituições.
A reitora comentou também sobre a principal mudança implantada pela universidade na edição 2005 do vestibular: o sistema de cotas para estudantes de escolas públicas e negros. Conforme Lygia, apesar da reserva de vagas, a concorrência entre os inscritos pelo sistema se manteve alta. Medicina, por exemplo, tem 64 candidatos cotistas disputando cada vaga. ''As cotas não facilitam a entrada dos estudantes'', considerou.


