Os permissionários do transporte escolar de Londrina comemoram o aumento de 50% no número de clientes conquistados graças ao vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), de 16 a 20 de julho. Segundo Marlene Petrachin, presidente da Associação do Transporte Escolar de Londrina (Atel), foi uma surpresa para a categoria que em julho utilizava apenas 20% de sua frota com os vestibulandos e 10% com clientes fixos. ‘‘Estamos com todas as vans praticamente lotadas e a procura pelo serviço não pára de crescer. Até sábado não haverá mais lugar’’.
Marlene disse que o motivo alegado pelos novos passageiros é o medo de não haver estacionamento suficente, principalmente, dentro do campus da universidade, na zona sul de Londrina. Para ela, o alívio dessa responsabilidade representa um ganho enorme para os candidatos nesse momento. Cada um deles paga R$ 5 por dia para ir e voltar do local de prova e, eventualmente, seguir para o Shopping Catuaí onde tradicionalmente é realizada a resolução das provas.
Outro grupo que também espera obter um bom lucro com os vestibulandos é o hoteleiro. De acordo com o superintendente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Alzir Bocchi, os 13.340 leitos disponíveis em Londrina estão todos reservados. Mesmo assim não são suficientes para atender a demanda de hóspedes que passam dos 18 mil. Para atendê-los, a cidade conta também com uma rede de pensionatos e pousadas que cresce semestralmente. ‘‘O vestibular extrapola os limites da cidade, movimentando a economia das cidades circunvizinhas que também estão recebendo os candidatos que não conseguiram vagas aqui como, por exemplo, Apucarana, Arapongas, Cornélio Procópio e Rolândia’’.
Apesar da demanda ser maior do que a oferta no período de seleção das universidades, Bocchi disse que os investimentos feitos no setor são suficientes. A categoria leva em conta que durante o ano há um desequilíbrio de hospedagem, principalmente, entre o primeiro e segundo semestre. ‘‘Precisamos que Londrina promova formas de atrair mais visitantes. Uma das opções é o incentivo ao turismo de negócios e científico’’.
De acordo com estimativas da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), os vestibulandos devem injetar na cidade cerca de R$ 7 milhões nos próximos dias. Para o presidente da Acil, George Hiraiwa, a manutenção e até o crescimento desse consumo dependem muito da colaboração da população. ‘‘A boa receptividade e o atendimento eficiente ajudarão a melhorar nossa imagem e trará bons resultados para todos’’.

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