Vestibular ficará mais caro, aponta relatório da UEL
A Assessoria de Relações Universitárias (ARU) da UEL divulgou ontem um levantamento parcial sobre as consequências da paralisação nos diversos setores da administração da instituição. Sobre o vestibular, o relatório revela que houve perda de todo o trabalho administrativo de preparação das provas e de grande parte do material de consumo utilizado na mesma preparação. O vestibular também ficará mais caro, com o reenvio de correspondências a fiscais, candidatos e escolas, e por causa dos contratos firmados entre a UEL e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Caixa Econômica Federal.
O calendário escolar, segundo o relatório, só voltará ao normal em 2006. Os alunos da UEL transferidos para outras instituições em dezembro e janeiro perderam o ano letivo. Quatro cursos que estavam em processo de reconhecimento (Desenho Industrial, Engenharia Elétrica, Arquivologia e Artes Cênicas) foram cancelados.
Há ainda a possibilidade de a UEL não participar do Provão em 2002, pois a última data de inscrição dos alunos é 22 de março. Até lá, os futuros alunos do último ano em 2002 ainda não terão concluído o penúltimo ano, interrompido em setembro de 2001.
Os prejuízos à comunidade também são grandes, segundo a ARU. Pelo menos 154 projetos de extensão foram interrompidos. Recursos da ordem de R$ 20 mil relativos a projetos de extensão com financiamento externo do Universidade Solidária Regional podem ser perdidos. Os alunos não estão recebendo os recursos da bolsas de extensão.
Em relação ao Laboratório de Produção e Medicamentos (LPM), a produção está interrompida. O laboratório tem que produzir, até março, uma encomenda de 18.720.000 comprimidos para a Fundação para o Remédio Popular, do governo paulista. Até setembro, entretanto, só foram produzidos 6.019.500 comprimidos. Caso não cumpra o contrato, o LPM da UEL poderá ficar impossibilitado de participar de novas licitações pelo prazo de até dois anos.
No Hospital Universitário (HU), a ARU informa que houve importante redução no faturamento do hospital, sem que as despesas tenham caído na mesma proporção, comprometendo futuros investimentos. Na comparação entre setembro e dezembro de 2000 e o mesmo período de 2001, os atendimentos ambulatoriais foram reduzidos em 16,6%. No pronto-socorro a redução chegou a 39%.





