O vice-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e presidente da Comissão Permanente de Seleção (Copese), Márcio Almeida, afirmou ontem que não existe a possibilidade do vestibular de inverno da instituição ser cancelado. A data do concurso, marcado para acontecer entre os dias 16 e 20 deste mês, também não será alterada, segundo ele. ‘‘Não existem dúvidas quanto a isso.’’ Anteontem a reitoria ajuizou ação judicial para garantir a realização das provas.
Almeida explicou que as 2.200 pessoas convidadas a trabalhar no vestibular já se apresentaram e estão devidamente cadastradas. ‘‘Ninguém desistiu’’, disse, lembrando que estas pessoas são remuneradas pelos serviços prestados durante os dias de prova. ‘‘A única forma de não realizar o vestibular seria o comando de greve impedir o acesso dos candidatos aos locais de prova, mas isto não ajudaria em nada o movimento, e temos certeza de que o bom-senso prevalecerá. Não concebo a hipótese de ver esta medida aprovada.’’
De acordo com o vice-reitor, está tudo praticamente pronto para a realização do vestibular, que este ano recebeu 28.090 inscrições, ao custo de R$ 90,00 cada. Almeida explicou que em torno de 70% do valor que é arrecadado é investido na realização do vestibular seguinte. O restante é dirigido a atividades acadêmicas da universidade.
Almeida ressaltou que como a universidade não tem fins econômicos, o vestibular não tem, obrigatoriamente, que dar lucro. O chamado preço público que os candidatos pagam pela inscrição tem o objetivo principal de pagar os custos do próprio concurso. Dos 28.090 inscritos, aproximadamente 1.200 foram isentos da taxa de inscrição e cerca de 400 pagaram somente 50% do valor, por serem servidores ou dependentes de servidores. A UEL arrecadou, portanto, R$ 2.402.100,00 com as inscrições para o vestibular de inverno.

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