O vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) teve um dia relativamente tranquilo ontem. Nenhum incidente ou atraso de candidato foi registrado pela organização. Segundo a Comissão Permanente de Seleção (Copese), mais 30 candidatos faltaram às provas no segundo dia, elevando para 1.297 os desistentes, ou 4,67% do total de inscritos. A maioria dos candidatos questionados pela reportagem da Folha considerou as questões de Química mais difíceis. Hoje as provas são de História e Língua Estrangeira.
O vestibular de inverno da UEL tem sido marcado pelo grande número de reclamações quanto aos locais de prova. Muitos candidatos têm sido obrigados a se deslocar para lados opostos da cidade, já que a universidade está utilizando as instalações de 10 escolas da periferia. Ádima Daiane Penha Oliveira, residente na zona norte, não se conforma em ter que fazer as provas tão longe de casa, no Colégio Maria José Aguilera, no Conjunto Cafezal II, zona sul. Ela contou que, ao saber onde faria o vestibular, quase desistiu. ‘‘Tenho que gastar 40 minutos no trajeto de carro ou pegar três ônibus para chegar’’, disse Ádima logo após sair da sala de provas.
Para Éric Rodrigo Teodoro, esse incômodo não é novo, mas ele também não economiza críticas. ‘‘Moro no centro da cidade e no penúltimo vestibular prestei numa escola dos Cinco Conjuntos (zona norte). Agora estou na zona sul’’, informou. A situação também é complicada para os candidatos de fora. ‘‘É a primeira vez que venho a Londrina, não conheço nada e estou hospedada no centro da cidade. É um absurdo’’, disse Jaqueline Abbá, de Curitiba, que também faz prova na zona sul.
Segundo o presidente em exercício da Copese, professor Bianco Zalmora Garcia, o problema foi criado porque alguns colégios centrais que tradicionalmente cediam as instalações para as provas deixaram de oferecer o espaço, como o Canadá, Marista, Londrinense e Unifil.
O professor informou que a UEL só poderá desenvolver um programa que faça a distribuição dos candidatos de acordo com o endereço residencial a partir do mapeamento informatizado do município, o que ainda não existe. ‘‘Enquanto não contarmos com essas condições, o sistema de distribuição continuará sendo aleatório’’, disse.

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