José SuassunaMARATONAProvas estão sendo aplicadas em 44 locais espalhados pela cidade; candidata tem mal súbito e é levada para o Hospital das ClínicasJames Alberti
José SuassunaDe Curitiba
Estão eliminados do Vestibular 2000 da Universidade Federal do Paraná (UFPR) 3.299 candidatos. Eles faltaram ou chegaram atrasados às provas de língua estrangeira, português e redação realizadas ontem, dia em que a UFPR fez 87 anos. Os faltosos representam 6,7% dos 49.057 inscritos – o maior número de vestibulandos já resgistrados na história da instituição.
O índice é menor, porém, que o verificado em 98, quando faltaram 3.648 candidatos, o equivalente a 7,64% dos 47.738 inscritos. A alteração do horário do fechamento dos portões das 7h45 para as 8h45 é uma das razões apontadas pela coordenação do vestibular para a redução nos atrasos.
No Centro Politécnico, um dos 44 locais de provas, apenas quatro candidatos chegaram atrasados, oito a menos que no ano passado. ‘‘O trânsito estava muito complicado’’, justificou o estudante Carlos Eduardo Souza, 19 anos, que iria tentar uma vaga para engenharia mecânica. ‘‘Agora deixa para o ano que vem. O difícil é dar explicação lá em casa.’’
Com o comprovante da matrícula em mãos, o estudante Henrique Carvalho Stofela Neto, 18 anos, culpava a UFPR pelo atraso. O local da prova teria sido indicado erroneamente na página que a instituição tem na Internet. ‘‘Foi confusão do candidato. Ele verificou o local da prova com o número de protocolo e não o da inscrição’’, explicou o presidente da Comissão Central do Concurso Vestibular, Dartagnan Baggio Emerenciano.
O reitor da UFPR, Carlos Roberto Antunes do Santos, considerou o primeiro dia de provas de ‘‘plena normalidade’’. ‘‘Foram registrados pequenos problemas de todos os anos’’, definiu. O serviço médico emergencial atendeu 40 candidatos. Destes, 39 conseguiram concluir as provas. Uma candidata teve que ser transferida ao Hospital de Clínicas e perdeu a prova, sendo eliminada do vestibular.
A candidata, que não teve o nome divulgado pela coordenação do vestibular, é de Campinas (SP) e tentava uma vaga para o curso de Direito. Ela teve um mal súbito com queda brusca de pressão no começo da prova. Medicada, ela foi transferida para a biblioteca da instituição, na qual era feita a prova da banca especial com 40 deficientes. Como seu estado se agravou, foi removida ao hospital. No final da tarde, segundo o coordenador das Bancas Especiais, José Roberto Cavazzani, a candidata havia se ‘‘recuperado bem’’.

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