''Se a greve durar mais um mês teremos que cancelar o vestibular de janeiro e o ano letivo de 2002'', alerta Luiz Carlos Bruschi, coordenador de ensino e graduação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo Bruschi, mais de 19 mil candidatos estão inscritos para o processo seletivo de verão.

''Esse número é muito bom, levando em consideração que no ano passado foram 19,5 mil inscritos e que em 2001 a universidade não investiu um tostão sequer na propaganda'', analisa o reitor Pedro Gordan. Por enquanto, o vestibular está suspenso, conforme determinou o Conselho Universitário. ''Espero que o governo tenha bom senso para negociar e acabe de vez com o impasse'', disse Bruschi.

A categoria reivindica 50,03% de reposição. ''Os demais itens da pauta estão vinculados ao salário. Por isso, não há como negociar sem ele'', explicou o presidente do Sindicato dos Professores (Sindiprol), César Caggiano dos Santos.

Ontem de manhã, os três sindicatos (Sindiprol, SinSaúde e Assuel) ligados à UEL reuniram-se em assembléias específicas. Segundo a diretora do SinSaúde Maria Aparecida Ramalho, o movimento entrou na fase de rearticulação. A partir de agora, os servidores intensificam a busca pelo apoio da comunidade. Ontem à noite, eles aproveitaram a posse do Conselho Municipal da Saúde para reunir membros de sindicatos, movimentos populares e associações de moradores no Salão Nobre da prefeitura. Amanhã, haverá uma assembléia conjunta na Concha Acústica (ou Cine Teatro Ouro Verde, se chover) com um 'panelaço'. A partir da próxima semana, os sindicatos iniciam várias atividades, entre elas uma caravana pelos bairros. ''É preciso que a comunidade entenda que ela também faz parte da UEL''.

Hoje, o comando estadual de greve (UEL, UEM e Unioeste) se reúne com deputados governistas, às 11 horas, no plenarinho da Assembléia Legislativa. O objetivo é pedir a eles que convençam o governo a antecipar a divulgação do índice de reajuste prometido para a primeira semana de dezembro. Pedro Gordan também estará na Assembléia, para cobrar de deputados da região a elaboração de emendas ao orçamento da universidade. ''Estamos pleiteando R$ 5 milhões, mas o governo só ofereceu R$ 2 milhões. Vamos tentar garantir, pelo menos, R$ 4,4 milhões'', finalizou.

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