Cada vestibular da UEM é disputado, em média, por 12 mil alunos. No vestibular passado, foram pouco mais de 13 mil. Com a taxa de R$ 80,00, a CVU arrecada cerca de R$ 960 mil por vestibular. No vestibular de julho, a UEM ofereceu 1.060 vagas em 26 cursos de graduação. No de janeiro, vai oferecer 1.100 vagas (as 40 vagas a mais são para o curso noturno de educação física, aberto recentemente).
O promotor Leonardi acha que essa seleção de estudantes carentes não atende a demanda. ‘‘Mais importante que isso, temos que partir do pressuposto que o ensino público é gratuito.’’ Além disso, ele considera que cada universidade pública deve ter uma previsão orçamentária que não sacrifique os candidatos a estudar nela.
Segundo um professor, que pediu para não ser identificado, a universidade concorda com a opinião do promotor Leonardi quanto à organização orçamentária das instituições públicas. ‘‘Se o Estado honrasse seus compromissos com as universidades, não haveria necessidade de se cobrar taxa de inscrição para o vestibular’’, disse.
Segundo a CVU, 20% da arrecadação da taxa de inscrição é utilizada no pagamento de material e pessoal que realiza o vestibular, mais os encargos sociais. O Conselho de Administração da UEM destina 45% dessa renda para os centros de estudos da institução. E 35% são utilizados na manutenção da universidade. (M.W.V.)

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