Vestibulandos reclamam de locais de prova
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sexta-feira, 09 de novembro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Além da apreensão de não conseguir resolver as questões da prova, jovens que vão prestar a primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no próximo domingo estão preocupados com a distância que terão que percorrer para conseguir chegar aos locais de prova. Embora a instituição afirme que utiliza um programa de computador que procura alocar os candidatos próximo às suas residências, a partir do Código de Endereçamento Postal (CEP), vários ''caíram'' em escolas distantes.
Ana Claudia de Assis Zemuner vai fazer seu primeiro vestibular e conta que levou um susto ao receber o cartão com as informações sobre a prova. Ela mora no Jardim Acapulco (Zona Sul), a cinco quadras do Colégio Estadual Professora Maria José Balzanelo Aguilera, mas vai fazer a prova no Colégio Estadual Antonio Moraes de Barros, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste). ''Achei que iria fazer a prova no Aguilera, ou no máximo em algum colégio do centro da cidade. Mas vou ter que ir para esta outra escola, em um bairro que eu nunca fui, nem sei para que lado fica.''
A jovem confessa que está preocupada com o tempo que vai levar para chegar ao local, já que terá que irá usar o transporte coletivo. ''Vou ter que sair de casa bem mais cedo, não sei quanto vou ter que esperar pelo ônibus.''
Já o colega de cursinho de Ana Claudia, Thiago Silveira, que mora a duas quadras do Colégio Estadual Vicente Rijo, na Área Central, vai fazer a prova no Aguilera. ''É a segunda vez que me colocam lá. É um absurdo porque tem vários outros colégios usados pela UEL, além do Vicente Rijo, que estão muito mais perto da minha casa. Dá até para pensar que eles fazem isso propositalmente, para começar por aí a exclusão dos candidatos'', reclama o jovem.
Carolina Nunes França também tinha a certeza de que no próximo domingo iria ter que andar apenas algumas quadras para chegar ao local de prova. Ela mora no Jardim Monte Belo (Zona Sul), perto do campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar), mas vai ter que se deslocar até o Centro, no campus do Centro Universitário Filadélfia (Unifil). ''Quando minha irmã prestou vestibular fez a prova na Unopar, e eu achei que comigo seria a mesma coisa'', argumenta.
Outra condidata, Beatriz Pozzobon Araújo, moradora do Jardim Bancários (Zona Oeste) também está apreensiva. ''Tem vários colégios aqui perto de casa, mas me colocaram no Newton Guimarães, que de acordo com as informações que estão no cartão enviado pela UEL, fica no Jardim Flórida (Zona Sul). Mas eu não sei onde é.''
O coordenador da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL, Silvano Cesar da Costa, afirma que a universidade tenta acomodar os candidatos o mais próximo possível de suas casas, mas ''um caso ou outro não tem jeito''. Segundo Costa, a pedido da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), todos candidatos que vêm de outras cidades são alocados em locais próximos às rodovias, como o campus da UEL e de outras universidades. Esta medida é tomada, esclarece, para evitar o grande fluxo de ônibus no Centro da cidade e para facilitar o acesso dos candidatos de fora.
''No caso dos demais candidatos, tomamos como base o CEP, mas algumas regiões têm mais candidatos do que as escolas comportam, e aí a gente tem que ir encaixando onde sobram vagas'', completa o coordenador.
Nesta fase do vestibular os candidatos farão a prova de Conhecimentos Gerais. São 60 questões objetivas sobre Artes, Biologia, Filosofia, Física, Geografia, História, Matemática, Química e Sociologia. Estão inscritos 25.363 candidatos para 3.050 vagas, em 42 cursos. A universidade vai usar 582 salas, em 25 locais diferentes, para abrigar todos os inscritos.


