Os estudantes Matheus Mota Tófoli e Leandro Vilela Ribeiro, ambos de Assis (SP), estão há uma semana em Londrina se preparando para o vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que começa amanhã. Os planos para hoje não não são diferentes: eles pretendem passar o domingo estudando no plantão de véspera de um shopping.
Leandro é um dos 254 candidatos que disputam as 40 vagas do curso de Zootecnia, oferecido pela primeira vez. Apesar de já ter sido aprovado em uma faculdade particular, ele não fez a matrícula e resolveu esperar pelo vestibular da UEL. Matheus escolheu Ciências Sociais e reclama do adiamento das provas. ‘‘A gente termina o ano no pique de estudos, esperando o vestibular da UEL. Fica mais difícil recuperar esse ritmo depois. Terminei o colegial ano passado e tinha esperança de passar sem fazer cursinho’’, diz.
De acordo com Roberto Mantoani, coordenador de inscrições da Comissão Permanente de Seleção (Copese) da UEL, 993 pedidos de cancelamento de inscrições tinham sido registrados até ontem, prazo final para entrar com o recurso. Ele observa que a maior justificativa dos estudantes que desistiram de fazer as provas é a aprovação em outras instituições de ensino. A devolução da quantia referente à taxa de inscrição (através de depósito bancário), segundo cálculo do departamento financeiro, será efetuada 25 dias após o protocolo do pedido.
Nos hotéis da cidade, o movimento de vestibulandos ficou bem abaixo do registrado nas datas normais de provas (janeiro e julho). Segundo o gerente geral do Crillon, Reinaldo Júnior, as reservas diminuíram 40%. ‘‘Dos 90 quartos geralmente ocupados pelos estudantes, apenas 60% está ocupado’’, conta. Amanhã acontecem as provas de Conhecimentos Gerais, Português e Redação, a partir das 14 horas.

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