Vestibulandos estudam ação contra a UEL
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de janeiro de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O Apoio - Sistema de Ensinos, escola em que o professor Gileno Severino de Paiva Gonçalves Pereira leciona, está reunindo estudantes que realizaram a primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e que pretendem entrar na justiça para anular a questão número 16 da prova de matemática. Até a tarde de ontem, cerca de 15 alunos já teriam entrado em contato com a instituição alegando terem sido prejudicados pela questão.
Segundo o proprietário da escola, José Carlos Gomes de Melo, todos os estudantes, matriculados ou não no Apoio, que acreditam terem sido prejudicados no vestibular por causa da questão, podem entrar em contato com a escola que disponibilizará a assessoria jurídica para prestar esclarecimentos.
''Vamos nos reunir na terça-feira para conversar com os advogados que nos orientarão para que possamos depois ver caso a caso. Dependendo do caso, cada aluno será procurado separadamente'', disse Melo.
A questão alvo de críticas foi apontada pelo professor Gileno Pereira porque segundo ele não conteria a resposta correta entre as opções da múltipla escolha. A Sociedade de Matemática também avaliou a questão e confirmou que houve erro (veja infográfico abaixo). Pelo menos dois pedidos de anulação foram negados pela Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL. Segundo informações da assessoria de imprensa da UEL, a Cops retornará do período de recesso na segunda-feira (dia 9) quando deverá esclarecer o caso.
O estudante de Londrina, Vitor Koki da Costa Nogami, 18 anos, tentou uma vaga para o curso de Administração e disse que só não conseguiu ser classificado porque a questão não foi anulada. ''As pessoas que prestaram para o meu curso e fizeram 24 questões conseguiram passar, eu fiz 23 e foi justamente essa questão que me prejudicou'', salientou Nogami.
Indignado com a universidade, o estudante entrou em contato com o Apoio na tarde de ontem para também obter esclarecimentos jurídicos e saber se poderá ou não entrar com uma ação judicial contra a UEL. ''Eu espero que mais estudantes que como eu foram prejudicados entrem em contato também. Não está certo isso, é uma vergonha para nós que uma universidade tão conceituada como a UEL não assuma esse erro'', comentou.
SERVIÇO
- Os vestibulandos que quiserem obter mais informações podem entrar em contato pelo telefone 3324-8990 ou comparecer na Rua Tupi, 366, centro


