Algumas questões na prova de Geografia que tiveram como tema assuntos estaduais, como o Anel de Integração, motivaram críticas dos vestibulandos. Para a curitibana Aline Lima Cardoso, que disputa uma vaga no curso de Pedagogia, esses temas favorecem a desigualdade de condições na hora de se prestar as provas do vestibular. ‘‘Para os cursos mais concorridos, uma questão desta pode significar entrar ou não na universidade, o que é um absurdo’’, desabafou.
O coordenador da Comissão Central do Concurso Vestibular (CCCV), Dartagnan Emerenciano, informou que os estudantes não têm do que reclamar, em razão de a CCCV especificar os assuntos a serem cobrados na prova. ‘‘Estes temas estão incluídos no programa e no Guia do Candidato, portanto os vestibulandos sabem as regras do jogo’’, afirmou.
Candidata a uma vaga no curso de Psicologia, Priscila Katsumoto mora na cidade paulista de Marília e não gostou das questões ‘paranaenses’. ‘‘Acho que a intenção é reservar um pouco das vagas para os estudantes locais’’, reclamou. Para Priscila, o concurso deveria abordar assuntos nacionais para que todos os candidatos fossem julgados por seu conhecimento e não pelo local em que moram.

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