Entre os 22.388 estudantes que concorrem às 3.010 vagas dos 41 cursos oferecidos pela UEL estava Ruth Humy Mizutani, 17 anos, que mora em Osvaldo Cruz, estado de São Paulo. Ela tenta uma vaga para o curso de Ciências Biológicas em quatro universidades: Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Universidade Nacional de Brasília (UNB) e UEL. Antes da prova aplicada ontem, sobrava esperança para Ruth, que presta concurso vestibular pela terceira vez. ''Agora eu passo'', disse com convicção. Ela escolheu a UEL pela proximidade com a sua casa e também pela qualidade do ensino. ''Saiu numa revista que ela está entre as 10 melhores no raking'', justificou.
Isaías Venâncio Filho, 18 anos, está entre os 16 candidatos que fazem as provas em sala especial. Ele tem deficiência visual. ''Uso óculos desde os três meses'', contou. A diferença é que a prova de Isaías é ampliada, impressa com letras maiores. Ele é de Coronel Vivida, no Paraná, e tenta vaga para o curso de física. ''Me sinto preparado para ser aprovado'', enfatiza, apesar de estar prestando o concurso pela primeira vez.
E não são só os estudantes que vão aos locais de prova. Ana Lúcia Peitramale mora em Dourados, Mato Grosso do Sul, e veio acompanhar a filha, Célia Fernanda, que quer fazer o curso de música. ''Estou tranquila, acho que a gente já fez a parte da gente. Na minha opinião ela está dentro'', comentou. A dupla ainda fará outra viagem, desta vez para Santa Maria, Rio Grande do Sul, onde Célia Fernanda também fará provas.

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