Vestibar da UEL tem baixo índice de abstenção
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de janeiro de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Apesar das filas que se avolumaram ontem à tarde, ao término das provas, no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), muitos candidatos do vestibular 2003 saíram satisfeitos do exame. ''A inovação na concepção das provas foi um sucesso'', avaliou o coordenador pedagógico da Comissão Permanente de Seleção do Vestibular (Copese), Luiz Rogério Oliveira da Silva. O índice de abstenção chegou a 8,50% no último dia do concurso, com um total de 1904 ausentes durante os três dias do concurso.
Silva disse que o índice de desistência foi menor do que a média dos últimos anos. ''Sem contar que tivemos um número recorde de candidatos (22,3 mil)'', ressaltou. Nos próximos dias, a Copese deverá se reunir para fazer uma avaliação final. ''Vamos aferir se o objetivo inicial de fazer uma prova mais interpretativa e de contextualização foi alcançado'', afirmou.
Ontem, 34 candidatos perderam as provas de conhecimentos específicos. Cinco minutos de atraso foram intermináveis para Thiago Augusto, 19 anos, que encontrou as portas da UEL fechadas. Decepcionado, sentou no banco de madeira, em frente ao prédio. ''Ainda não consegui assimilar o que aconteceu'', disse o candidato, que veio de Registro (SP). ''Foi falha minha. Poderia ter pego o ônibus mais cedo'', justificou-se. Sentado, Thiago lembrou da mãe:''Sou filho único. Entrar na universidade estadual ou federal era a única alternativa'', afirmou o rapaz, que passou para a faculdade de sistema de informação, na Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Em contrapartida, apesar das dificuldades para uma portadora de deficiência física, a candidata ao curso de serviço social, Sônia Maria Ferreira, 30 anos, estava feliz. ''Achei as provas fáceis'', comentou ela, que sofreu um acidente de moto em 25 de outubro de 2000. O tetraplégico Leandro Silva Cardoso, 25 anos está tentando cursar direito. ''É preciso vontade e apoio da família'', sintetizou.
A Copese deverá procurar uma nova maneira de facilitar a saída dos candidatos. Passadas duas horas de provas, o número de candidatos que saía era muito grande e formava enormes filas. Para se ter uma idéia, às 16 horas, no prédio do Centro de Estudos Sociais Aplicada (Cesa), havia apenas uma fila na fiscalização da saída. Quinze minutos depois, já eram quatro filas. Um candidato impaciente chegou a jogar as folhas da prova fora e teve que voltar para buscá-las.
Hoje, o concurso continua para apenas 1.289 candidatos dos cursos de arquitetura e urbanismo (367 inscritos), desenho industrial (280), educação artística (180), estilismo em moda (354) e música (108), que fazem prova de habilidade específica. A lista dos aprovados será divulgada dia 11 de fevereiro.


