Doze representantes de ferros-velhos de desmanche de veículos se reuniram ontem, na Câmara de Vereadores, com alguns de seus representantes para pedir que o projeto de lei que obriga esses estabelecimentos a colocarem cobertura completa no terreno seja retirado de pauta. O projeto de lei foi fruto da audiência pública realizada no último dia 17 para discutir ações de combate ao mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti) em Londrina.
O vereador João Dib Abussafi Filho (PRTB), que assina o projeto juntamente com os vereadores Tercílio Turini (PSDB), Márcia Lopes (PT), Maurício Barros (PT) e Orlando Bonilha (PL), explicou que os donos dos ferros-velhos presentes na reunião se comprometeram a deixar todas as peças furadas para não acumular água. Ele informou que até o dia 21 todos os 150 ferros-velhos da cidade serão visitados pelos cinco vereadores responsáveis pelo projeto para avaliação. Neste mesmo dia, haverá outra reunião com a presença de todos os segmentos da saúde envolvidos no combate à dengue para reavaliar a situação.
O vereador Maurício Barros demonstrou preocupação. ''Estes (que estavam na reunião) se comprometeram a vigiar, precisamos conseguir esse comprometimento dos outros'', apontou. Caso isso ocorra, o projeto pode ser tirado de pauta.
O dono de um dos ferros-velhos da Avenida Dez de Dezembro, Sandoval de Paula Benossi, disse que o alto custo para cobrir os terrenos é o pricipal problema para o cumprimento da possível lei. ''Meu terreno é alugado e para combri-lo gastaria R$ 300 mil. Se tivesse esse dinheiro eu compraria um terreno'', justificou. No local, todas as carcaças de carros são furadas para evitar água parada. Os pneus são separados depois que retirados dos veículos. Os novos são comercializados e os velhos, descartados.

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