De volta de uma viagem a Belo Horizonte (MG), onde foram conhecer o sistema de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto, uma comissão de vereadores de Londrina criticou mais uma vez o processo de negociação entre o município e a Sanepar, cujo contrato de concessão expira em dezembro. Os vereadores chegaram a sugerir entrar com uma ação de prestação de contas contra a Sanepar. Em Belo Horizonte o sistema funciona de forma mista, (administrado por uma estatal e pelo município) e o modelo, segundo os vereadores, pode servir para Londrina.
O vereador Orlando Bonilha (PL), presidente da comissão, reclama que até agora a Câmara não teve acesso a balancetes pormenorizados da atuação da Sanepar em Londrina nos últimos 10 anos. O pedido foi feito para a empresa e para o Executivo, que respondeu não ter os dados.
Em Belo Horizonte, os serviços continuam sendo operados pela estatal, mas o município criou um fundo financiado com parte do faturamento bruto da empresa e gerido por um conselho municipal, que define obras e metas de saneamento. Souza argumenta que essa poderia ser uma opção. ''Se fossemos implantar o mesmo percentual do fundo (cerca de 10% em BH), teríamos investimentos anuais de R$ 6 milhões. Quando a Sanepar fez isso?''.
O gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, nega que a empresa tenha sonegado informações. Segundo ele, os dados referentes a investimentos, tarifas, lucros e imóveis dos últimos 5 anos de atuação em Londrina foram enviados ao presidente da Câmara, Orlando Bonilha. ''Marcamos uma audiência pública na Câmara onde mostraríamos o histórico dos últimos 30 anos, o plano diretor e outras informações, mas o encontro foi cancelado duas vezes pelos vereadores'', argumenta.

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