Criada pela Lei Estadual Complementar nº 81, de 17 de junho de 1998, a Região Metropolitana de Londrina ainda não saiu do papel, mas, graças a problemas como a epidemia de dengue, a segurança pública e o lixo industrial, voltou a ser lembrada. Legisladores de 23 cidades da região ligados à Associação dos Vereadores do Médio Paranapanema (Avempar) debateram ontem de manhã, na Câmara Municipal de Londrina, a possibilidade da implantação e o funcionamento das regiões metropolitanas.
''Problemas como a epidemia de dengue, a escalada da violência e o lixo industrial são comuns a toda cidade, e, numa ação conjunta, podem ser resolvidos com maior eficiência e menor custo para os municípios '', lembrou o vereador londrinense Félix Ribeiro (PPS), presidente da Avempar. O encontro também contou com a participação de Gilberto Martin, diretor da 17 Regional de Saúde, e do arquiteto José Baptista Bortolotti, que comandou a Metronor, uma experiência embrionária de agência para o desenvolvimento metropolitano da região.
Mesmo sem maiores discussões e esclarecimentos entre prefeituras municipais, a secretaria de Planejamento de Londrina já está pondo no papel estudos e dados capazes de transformar a lei em prática. É o que diz Marcos de Freitas, secretário de Planejamento de Londrina. Segundo ele, o município já conseguiu uma rubrica para a implantação da Região Metropolitana de Londrina (RML). Ela insere a implantação da RML no orçamento do Estado. ''Só nos foi pedida uma trégua pelo governo, mas temos a promessa de que, passado o período de ajustes da nova administração, receberemos o apoio necessário'', afirmou à platéia de vereadores, prefeitos e assessores da região.
O secretário lembrou que já existem 24 regiões metropolitanas em todo o país, a maior parte em efetivo funcionamento. A vantagem da criação de agências para o desenvolvimento regional seria a criação de um pólo com força política e econômica suficiente para captação de recursos, desafogando assim o orçamento dos municípios. Também simplificam a integração regional, resolvendo, de uma só vez ou com um só projeto, problemas que atingem todos os municípios de uma região.
Além de Londrina, a RML inclui Cambé, Ibiporã, Rolândia, Jataizinho, Bela Vista do Paraíso, Sertanópolis e Tamarana. Na prática, confirma a posição da região de segundo pólo econômico do Estado. Abrange uma área de 3,5 milhões de metros quadrados, com 700 mil habitantes e uma população flutuante estimada em um milhão de pessoas. O número de eleitores chega a 450 mil. A economia dos municípios que integram a região está baseada na agropecuária, prestação de serviços e indústrias.

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