A partir do dia 1º de janeiro as mototáxis de Sarandi (7 km a leste de Maringá) não poderão mais transportar passageiros. A determinação foi anunciada ontem pelo prefeito Júlio Bifon (PSDB). Há três meses a Câmara Municipal extinguiu o serviço de mototáxi por unanimidade, a pedido da prefeitura. A Câmara havia aprovado o serviço em abril de 97, também por unanimidade.
‘‘Houve muita divergência sobre o assunto, muita reclamação, a empresa não mantém as exigências do Código Brasileiro de Trânsito. Por isso decidimos acabar com a mototáxi’’, disse Bifon.
O dono da única empresa de mototáxi da cidade que tem alvará de funcionamento, Juvenal de Souza, disse que recebeu ontem da prefeitura ofício determinando que o serviço fosse interrompido a partir de hoje, caso contrário ele teria de pagar uma multa de 500 UFIRs. ‘‘Dei entrada com mandado de segurança na Justiça para garantir o funcionamento das mototáxis. Para mim não explicaram nem que o serviço havia sido extinto pela Câmara. Não entendi nada até agora’’, reclamou.
Souza informou que, apesar de as mototáxis serem proibidas em Maringá, suas 30 motos fazem cerca de 200 viagens por dia entre as duas cidades. ‘‘A Polícia Militar e o Detran nos apóiam, nunca fomos sequer multados’’, argumentou.
O comandante do pelotão da PM de Sarandi, tenente Marco Antônio, diz que já está sabendo da proibição da prefeitura. ‘‘Teremos que proibir o trânsito dessas motos quando o prazo do alvará for extinto. Quanto à empresa, nós multamos suas motos quando elas transportam passageiros para Maringᒒ.
Souza denunciou que ‘‘houve pressão da TCCC (Tranporte Coletivo Cidade Canção)’’. ‘‘Não tenho provas, mas com certeza a TCCC pressionou pois deve estar levando prejuízo por nossa causa’’, disse ele. A TCCC, que detém o monopólio do setor em Maringá e na linha Maringá-Sarandi-Maringá, disse que Souza está enganado. ‘‘Suas motos não atingem o nosso movimento’’, disse Roberto Jacomeli, diretor da TCCC.

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