Curitiba A bancada do PT na Câmara de Curitiba em parceria com diversas entidades divulgaram ontem um documento com questionamentos e reivindicações sobre a tarifa do transporte coletivo de Curitiba. O conteúdo do documento é fruto de um seminário que discutiu a questão no último dia 30 de abril. A tarifa vem sendo discutida e muito criticada desde o ano passado, quando subiu para R$ 1,90. O prefeito Beto Richa (PSDB), vice-prefeito na época, explorou muito o tema em sua campanha e quando assumiu criou uma comissão para avaliar e apontar soluções para o custo do transporte. Os trabalhos vão ser concluídos em junho.
O documento traz à tona questões como a criação de um conselho de gestão do transporte coletivo, com a participação da sociedade, a revisão da lei que rege o transporte, de 1990, redução da tarifa por meio da revisão da metodologia de cálculo, licitação para as linhas de ônibus, passe livre para estudantes e subsídios da prefeitura para o transporte, já que ele é integralmente pago com a tarifa hoje. ''A prefeitura não entra com nenhum dinheiro. Mas é preciso uma política pública de transporte e não só o usuário pagar'', defendeu o vereador André Passos (PT).
Os vereadores questionam a comissão criada pela prefeitura porque fizeram sugestões de entidades que deveriam participar, como centrais sindicais, que não foram aceitas. ''Deveria ter um conselho municipal, como determina a lei. De outra forma não há um controle social'', argumentou a vereadora Professora Josete (PT). O documento deve ser distribuído à população no Centro de Curitiba. A bancada do PT quer também abrir uma CPI na Câmara para investigar a tarifa. A Folha tentou entrar em contato com a Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), responsável pelo transporte coletivo, mas não obteve retorno.

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