Vereadores questionam mudança na Zona Azul
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quinta-feira, 01 de junho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
A Câmara aprovou ontem um requerimento assinado por 13 vereadores pedindo informações à Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) sobre modificações no funcionamento da Zona Azul. Os vereadores querem saber se haverá o fim da tolerância de 15 minutos e critérios para o tempo máximo de permanência (duas horas).
Segundo Adalberto Pereira da Silva (PFL), um dos autores do requerimento, a Câmara está pedindo para a Comurb assumir seu papel e resolver o problema com a Zona Azul. A Epesmel não pode distribuir um panfleto dizendo como vai agir. Esse papel deve ser feito pela Comurb, afirmou.
Pereira também defende critérios para o tempo máximo de tolerância (duas horas) porque é preciso sensibilidade em relação a determinados locais. Em frente ao Hospital Evangélico, por exemplo. Você não vai deixar um paciente no hospital e sair correndo depois de duas horas para tirar o carro, questionou. O vereador afirma que não é contra a rotatividade nas vagas, mas afirma que o sistema deve ser regulamentado e fiscalizado pela Comurb.
Sobre a tolerância de 15 minutos, o padre Lídio Roman, diretor da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), que coordena a cobrança do serviço, diz que o prazo continuará sendo respeitado.
A aplicação da lei que limita a permanência de veículos por duas horas na Zona Azul foi iniciativa da própria Epesmel, que passou a cobrar adiantado pela vaga. Percebemos que a rotatividade, principal objetivo da Zona Azul, não estava sendo alcançado. Além disso, muitos motoristas deixavam seu carro parado o dia todo no mesmo local e não pagavam o boleto, explicou o padre. A justificativa da instituição é a lei municipal nº 5.313, de 29 de dezembro de 1992, que estabelece o funcionamento da Zona Azul em Londrina.
Segundo Moysés Cardeal da Costa, diretor de Transporte e Trânsito da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), a aplicação da lei já vinha sendo discutida, mas não havia data definida para ser cobrada.
Ontem, pela manhã, o diretor da Epesmel participou de reunião com técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) e da Comurb para discutir o assunto. A Epesmel foi repreendida por se adiantar à Comurb e espalhar na cidade um folheto explicativo divulgando a placa que determina o horário de estacionamento na área. Foi precipitação, assumiu padre Roman. Por causa disso, a Escola foi multada em R$ 139,44.
A Comurb recolheu todos os 20 mil folhetos confeccionados pela Epesmel e agora vai elaborar um decreto que inclua a tolerância de 15 minutos na lei da Zona Azul. (Colaborou Betânia Rodrigues)


