Vereadores questionam contas das ONGs
Inaugurado em 18 de janeiro de 2003, o Shopping Popular, que fica na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso, é formado por camelôs que ocuparam trechos das avenidas Leste-Oeste e São Paulo. O acordo prevê o pagamento de aluguel pela administração municipal até janeiro de 2003. Com o reajuste previsto no contrato com a Empresa Comercial Paulista de Móveis Ltda., um repasse complementar foi aprovado pela Câmara Municipal em 25 de maio.
A única abstenção ao projeto de autoria do Executivo foi da vereadora Sandra Graça (PDT). ''Eu questiono a forma como o contrato foi feito, ultrapassando o prazo do mandato do atual prefeito'', salientou. Segundo ela, o acordo que prevê que os comerciantes assumam o aluguel não está previsto no contrato.
A aprovação sofreu atraso porque o vereador Rubens Canizares (PHS) pediu a retirada de pauta para obter a prestação de contas das ONGs Acal e Canaã, responsáveis pela administração do shopping. Ele disse também que as diretorias não teriam a documentação contábil obrigatória. ''Havia até recibo feito em papel de pão'', criticou.
O presidente da ONG Canaã, Ulisses Sabino Nogueira, rebateu a acusação de Canizares. ''Um recibo pode ser feito à mão. Já assinei até em guardanapo e a assinatura valeu'', garantiu. O vereador, no entanto, votou favorável ao projeto ''em respeito aos camelôs.''
Nogueira deve entregar o cargo amanhã para concorrer ao cargo de vereador nas eleições de outubro. Eleita em assembléia, Clemari Santos de Oliveira assume ao voltar de viagem. (F.R.F.)





