O chefe do Departamento de Urbanismo é acusado pelo ex-presidente da Associação dos Camelôs de assinar autorizações irregulares
Na filaInácia e Lourenço mostram os protocolos de pedidos de licença do camelódromo e garantem que foram passados para trásOs vereadores de Ponta Grossa discutiram ontem a convocação, para depoimento, do diretor do Departamento de Urbanismo da Secretaria Municipal de Planejamento, Oscar Chaves Pereira, responsável pelas autorizações da prefeitura para uso de espaços no camelódromo da cidade. O diretor e os presidentes de três comissões de sindicância abertas na prefeitura seriam convocados para a sessão na próxima segunda-feira. Até o fechamento desta edição o requerimento ainda não tinha sido votado. O autor da proposta, vereador Gerveson Tramomtim Silveira (PT), quer explicações sobre denúncias de favorecimento, venda e aluguel de espaços no camelódromo da cidade, o que é proibido pela lei municipal 5652/96.
As denúncias começaram a ser apresentadas no dia 17 de junho, quando foi montada a primeira comissão de sindicância. O ex-presidente da Associação de Camelôs de Ponta Grossa, Cícero Pereira de Souza, diz que existem vários casos de venda irregular de espaços no camelódromo. ‘‘A primeira denúncia foi de uma mulher que comprou um espaço da atual diretoria da Associação por R$ 2.000,00 no final do ano passado’’, disse. Esta pessoa tem uma barraca no camelódromo desde novembro, mesmo sem estar na lista de espera da prefeitura. ‘‘Existem outros casos, que vamos apresentar ao Ministério Público nos próximos dias e pedir intervenção na Associação’’, informou Souza. Segundo ele, espaços no camelódromos chegam a ser comercializados por até R$ 5.000,00. Também existem barracas alugadas por R$ 200,00 por mês.
A atual presidente da Associação dos Camelôs, Diva de Oliveira, não apareceu ontem no camelódromo da praça João Pessoa. Uma vendedora ambulante que não quer ser identificada disse que as denúncias são infundadas. ‘‘Quando alguém está interessado em um espaço no camelódromo vem perguntar à presidente se tem lugar, então gravaram estas conversas e estão dizendo que ela estava vendendo espaços’’. A ambulante não soube explicar como algumas pessoas conseguiram espaço não estando na fila de espera da prefeitura, mas ela mesma confirma a venda irregular de espaços: ‘‘Mais de 80 camelôs daqui não são regularizados’’, informou.
O ex-presidente da Associação de Camelôs acredita que o diretor do Departamento de Urbanismo esteja envolvido nas irregularidades. ‘‘Todos os ambulantes irregulares têm uma autorização assinada por Oscar Pereira’’, disse. O Secretário Municipal de Administração e Negócios Jurídicos, Ricardo Rios Brandão, afirma o contrário. ‘‘Nosso diretor concedeu autorização provisória, a pedido do prefeito, para fins de recadastramento’’, afirmou.

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