O grande expediente na Câmara de Vereadores de Londrina, ontem à tarde, foi quase todo tomado pela repercussão do caso no HU. O assunto rendeu o requerimento a ser votado na sessão de terça-feira repudiando a atitude de um grupo de médicos residentes da instituição.
O voto é assinado pela presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, vereadora Maria Ângela Santini (PT). Ela classificou o gesto propagado na internet como uma ''atitude criminosa'' e avisou que o requerimento de terça vai pedir providências à reitoria da UEL. ''Queremos que essas pessoas sejam penalizadas e que se diga quem são. Punidas pela Justiça comum ou pela expulsão, alguma coisa tem de ser feita'', disse.
A expulsão também foi defendida pelo líder do prefeito no Legislativo, vereador Gláudio Renato de Lima. Ele afirmou ter recebido o episódio com ''tristeza e perpelexidade'', mas ressalvou que os residentes têm de deixar a instituição pública. ''São médicos. Como vão lidar com a população carente se hoje têm esse desprezo com os próprios colegas de trabalho? Que noção eles têm da sociedade em que vivem?''
Vereador do PSDB e também médico do HU, Tercílio Turini estranhou o ocorrido e preferiu classifcá-lo como uma ''exceção''. ''Nunca vi isso lá, a comunidade do HU é muito unida'', justificou. Mesmo assim, o tucano acredita que o Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UEL, a diretoria do HU e a reitoria ajam o quanto antes. Outro médico, Roberto Kanashiro (PSDB) avalia que o problema vem da ''formação familiar''. ''Infelizmente, há pais que deixam para a escola a função de cidadania. Não deveriam.''

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