Vereadores pedem abertura da CPI
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quarta-feira, 06 de setembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
Os vereadores que integram a Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura a suposta cartelização do setor funerário de Curitiba aprovaram ontem um requerimento pedindo a transformação da CEI em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A mudança deve dar maiores poderes e autonomia para as investigações.
De acordo com o vereador Natálio Stica (PT), presidente da CEI, a intenção é coletar na segunda-feira as 18 assinaturas necessárias para a instalação definitiva da CPI. Não acredito que a gente tenha dificuldades em conseguir essas assinaturas, já que o esclarecimento dos problemas ocorridos dentro do Instituto Médico Legal (IML) com as empresas funerárias é de interesse da situação e da oposição, afirmou.
Os vereadores decidiram pela instalação da CPI quando o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal, Paulo Polatti, resolveu não comparecer ao convite da CEI, sem dar qualquer justificativa para a ausência. Foi um completo descaso com o nosso trabalho, complementou Stica. Polatti deverá ser o primeiro convocado para depor à provável CPI, que poderá pedir reforço policial para fazer cumprir a convocação.
Outro que será convocado para depor é o ex-diretor do IML Francisco Moraes e Silva. Ele terá que explicar as denúncias recebidas pelos vereadores, que vão desde o privilégio de universidades na obtenção de cadáveres para a pesquisa, até a contratação de serviços de funerárias para obrigações que seriam públicas.
Os vereadores também deverão convocar para depor representantes de universidades e de funerárias. Nosso trabalho poderá ser ampliado e ajudaremos a CPI Estadual do Narcotráfico, reforçou. Ontem, os parlamentares ouviram os primeiros representantes do IML. Foram prestar esclarecimentos o delegado Eloy Fernandes de França (interventor do IML) e o médico legista Marcos de Souza (diretor técnico do órgão).
Eles confirmaram as dificuldades enfrentadas pela instituição, principalmente na questão de infra-estrutura. França disse que é contra o trabalho prestado por funcionários do Sindicato das Funerárias para o IML.


