Da Redação
O presidente da Câmara de Londrina, Renato Araújo (PPB), não aceitou a reivindicação feita pelo grupo de oposição - formada por oito vereadores - para exonerar da função o procurador-jurídico da Casa, Antônio Carlos Vianna, a quem acusa de emitir pareceres equivocados. Em represália, o grupo aprovou a posição de votar de maneira fechada e contrária todos os projetos de leis de autoria do Executivo e de vereadores do grupo de apoio ao prefeito Antonio Belinati (sem partido).
Esta posição já foi colocada em prática na sessão de ontem a tarde e resultou na rejeição de projetos que necessitam de 14 votos - 2/3 dos vereadores - para aprovação. Normalmente, os projetos de lei mais importantes necessitam deste quórum qualificado para aprovação; os de menor importância podem ser aprovados por uma maioria simples de 11 votos.
‘‘O pedido de exoneração feita pelo grupo de oposição não tem qualquer justificativa concreta. Vianna tem trabalhado em respeito às leis. Não aceito esta pressão. Ele é da minha confiança e continuará no cargo’’, afirmou Renato Araújo. ‘‘É absurdo os oito vereadores votarem contra todos projetos da situação e do Executivo, só por causa do Vianna.’’
O primeiro projeto de lei que necessitava de 14 votos a ser votado e rejeitado ontem foi o de autoria de Araújo, que pretendia fazer alteração - no tocante à zona comercial seis - na lei que dispõe sobre o uso e ocupação do solo urbano e expansão da zona urbana. Doze vereadores do bloco da situação votaram favoravelmente - o vereador Jaci Aguiar (PDT) não estava no plenário -, e os oito do grupo de oposição votaram contra.
O segundo projeto a ser rejeitado pela oposição era de autoria do Executivo e pretendia doar a área de uma praça para a associação de moradores do Jardim Arco-Íris (zona sul) construir uma quadra esportiva. Os 13 vereadores de apoio ao prefeito votaram favoravelmente, e sete da oposição foram contrários à aprovação. Osvaldo Bergamin (PMDB) não estava no plenário.
Além de Bergamin, compõem a oposição os vereadores Adalberto da Silva (PFL), Antonio Ursi (sem partido), Carlos Santa Rosa (PFL), Célio Guergoletto (PMDB), Elza Correia (sem partido), Roberto Kanashiro e Tercílio Turini, ambos do PSDB.
O líder do prefeito na Câmara, Sidney de Souza (PST), lamentou a atitude tomada pela oposição: ‘‘É um corporativismo triste, medíocre. É uma atitude de quem pensa pequeno e não pensa no bem da população como um todo. Os blocos sempre existiram, e nossas posições devem ser defendidas com inteligência. Votar fechado, contra tudo que é do outro, é lamentável.’’
Guergoletto disse que a atitude é para forçar uma negociação com a Mesa Diretora e não para prejudicar os interesses da cidade. ‘‘Do jeito que está não pode continuar. Os pareceres equivocados do procurador estão prejudicando a comunidade. Esta foi uma decisão para que cheguemos às mudanças necessárias’’.

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