A Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania da Câmara de Veradores de Londrina defendeu a reabertura do asilo Ebenézer, localizado no Jardim Itapoá (Zona Sul). A posição foi tomada ontem após uma reunião com representantes do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Secretaria Municipal do Idoso, da Vigilância Sanitária e da organização não-governamental Associação Londrinense de Assistência (Aliança), responsável pela administração do asilo.
O Ebenézer foi fechado na última quinta-feria por determinação da Justiça, com base em relatórios apresentados pelo Coren, Vigilância Sanitária e Ministério Público (MP). Os documentos alertavam sobre problemas na estrutura do prédio e falta de profissionais qualificados. Dois idosos faleceram após o fechamento da instituição.
Segundo a avaliação da presidente da comissão, a vereadora Sandra Graça (PDT), a decisão do MP foi precipitada, uma vez que a instituição atua na cidade há dez anos e foi considerada uma referência no ano passado, quando teve início a discussão sobre a política asilar.
O presidente da Aliança, pastor Cloves José do Pinho, alegou que a Vigilância Sanitária e Coren não respeitaram os prazos dados para a adequação do quadro de funcionários e da estrutura. ''Nós tinhámos contratado mais um enfermeiro padrão para termos equipe 24 horas, exatamente da forma como o Coren pediu. Além disso, no dia 24 de fevereiro nós já tínhamos inciado a reforma do prédio'', conta.
Nenhum representante do MP compareceu. Equipes do Coren, da Vigilância Sanitária e a Secretaria do Idoso têm 19 dias para fazer uma nova visita ao asilo e apresentar um relatório aos veradores sobre atual situação da entidade. Até a próxima reunião o asilo deve permanecer fechado.
A Folha procurou o promotor da Defesa do Idoso de Londrina, Tiago de Oliveira Gerardi, no Fórum, mas ele não foi encontrado.

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