Vereadores debatem 'indústria da multa'
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e de Segurança Pública da Câmara Municipal, Jamil Janene (PDT), deve articular durante esta semana uma reunião entre o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e vereadores. O objetivo é discutir o suposto número exagerado de multas por infração de trânsito em Londrina, a chamada indústria da multa.
O assunto passou a ser debatido na Câmara desde que o projeto de lei 19/2001 de autoria do vereador Henrique de Barros (PDT) chegou ao plenário. O projeto, aprovado em primeira discussão, estabelece que motoristas punidos com a primeira multa por infração leve poderão saldá-la com uma cesta básica de igual valor, destinada a instituição de caridade, apontada pela Secretaria de Ação Social.
Pela proposta, o infrator leve de primeira viagem receberia apenas uma advertência mas substitutivos alteraram a redação. Ainda assim, o projeto sofre com pareceres contrários das comissões de Justiça e de Desenvolvimento Urbano. O projeto já recebeu críticas do diretor geral do Detran (PR), Marcelo Beltrão de Almeida, que esteve semana passada em Londrina para o lançamento da campanha Mutirão pela Vida.
Segundo Almeida, a proposta é uma ''irresponsabilidade'' e ''vai na contramão do esforço pela segurança no trânsito.'' Ele disse ainda que ''as pessoas têm que tratar de assuntos dos quais elas entendem'', criticando indiretamente ao autor do projeto de lei.
Barros justifica a alteração na legislação alegando que haveria uma ''indústria da multa'' na cidade. Ontem o projeto foi retirado de pauta e os vereadores decidiram que membros da Comissão de Segurança participarão de uma reunião, juntamente com o autor do projeto e do presidente da CMTU, para esclarecer o assunto.


