Os vereadores de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) aprovaram na sessão de anteontem, por 10 a 3, a alteração da lei orgânica do município, no que trata dos vencimentos fixos e variáveis dos parlamentares. O projeto, considerado polêmico no município, vai de carona na emenda constitucional 19, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e que depende de regulamentação.
Quando o projeto entrou em pauta, no dia 26 de abril, os vereadores Arno Giesen (PSB), que votou contra, e José Rubens Massussi (PDT), a favor do projeto, brigaram após a aprovação, em primeira discussão, provocada por um assessor de Giesen. Na sessão seguinte, no dia 3 de maio, Arno se desculpou do episódio na Câmara. Numa audiência no Fórum, Massussi acabou inocentando Giesen e culpando seu assessor pela agressão.
A sessão de anteontem, apesar do policiamento e do clima criado nas sessões anteriores, transcorreu normalmente. Cerca de 60 pessoas, entre funcionários públicos e representantes de associações de bairros e entidades sociais estiveram presentes. Durante a votação, que foi nominal, os vereadores que votaram a favor do projeto foram vaiados, enquanto os três contrários eram aplaudidos.
Nos discursos, justificando a atitude, alguns vereadores assumiram que precisavam votar a emenda para aumentar seus salários, porque prestam assistência social a muitos eleitores, o que torna pequeno o salário de R$ 1.500,00 para uma sessão de duas horas por semana.
Ainda anteontem, os vereadores aprovaram, por 7 votos a 5, o requerimento que solicita a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar os incidentes ocorridos na Câmara desde o início do ano até a briga da sessão do dia 26 de abril. Nos próximos dias, a presidência da Câmara deve indicar os cinco vereadores que irão compor a CEI.

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