Os trabalhos de assistência social e promoção humana desenvolvidos no Município poderão ter uma nova e diferente fonte de recursos: a Câmara de Vereadores aprovou ontem, em terceira discussão, a criação do pesque-pague social com parte da renda destinada a trabalhos de assistência social.
De autoria do vereador Flávio Vedoato (PTB), o projeto estipula que o pesque-pague social seja explorado diretamente pela Prefeitura ou entidades assistenciais, através de permissão gratuita e chamada de interessados por edital.
O projeto exclui a participação de entidades assistenciais que não tenham sido declaradas de utilidade pública e que não prestem serviços relevantes à comunidade local.
O explorador deverá aplicar 80% da renda no assistencialismo social do Município. Os outros 20% restantes ficarão para a manutenção do pesque-pague.
O preço do peixe no pesque-pague social deverá, de acordo com o projeto, ser inferior ao dos pesque-pagues particulares. A proposta do vereador é que a diferença de preço seja de 30%. Na opinião do vereador, o projeto tem grande alcance social. ‘‘A idéia é criar um local de lazer aos londrinenses e à região, viabilizando recursos às entidades assistenciais, que sempre passam por dificuldades financeiras’’, justifica.
O pesque-pague social, segundo o projeto, terá unidades nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste do Município, em áreas com potencial para a piscicultura. A definição das áreas, normas de uso e funcionamento deverão ter a participação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.
A infra-estrutura mínima para funcionamento de cada unidade do pesque-pague social deverá contar com área urbanizada e arborizada, churrasqueiras, quiosques e bancos, instalações sanitárias e estacionamento para veículos, além das represas ou tanques para a pesca e local próprio para pesagem, limpeza e pagamento do pescado.
A demanda das unidades de pesque-pague social será feita através da implantação de estações de reprodução e criação de peixes pela própria Prefeitura.

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