Os vereadores de Londrina aprovaram na sessão de ontem, em segunda discussão, o projeto de lei nº 158, de 2003, que autoriza a instalação de câmeras externas para a monitoração de escolas da rede municipal de ensino. De acordo com o vereador Félix Ribeiro (PMN), autor da medida, se aprovado pelo Executivo, o projeto vai possibilitar ''um maior controle coercitivo para se conter a violência'' nas unidades.
''Se pelo menos as entradas e as saídas das escolas forem munidas dessas câmeras, a movimentação de pessoas estranhas que quiserem praticar atitudes ilícitas será bem mais restrita, pois estarão sendo vigiadas por um sistema que gravará as imagens em um sistema central'', explicou. Ribeiro disse ter percorrido outros municípios onde a iniciativa deu certo, no sentido de, pelo menos, reduzir a criminalidade contra as instituições. ''São Caetano do Sul (na região do ABC paulista) é um bom exemplo'', exemplificou, frisando que os critérios para implantação e fiscalização do serviço devem ficar a critério da direção das escolas.
A secretária municipal de Educação, Carmen Baccaro Sposti, não criticou a autorização para que se instalem os equipamentos, mas destacou que, se sancionada pelo prefeito, terá de passar por alguns critérios entre eles, o projeto físico. ''O investimento só será justificável para unidades de grande porte (com mais de 12 salas da aula) ou de áreas de risco, como ocorre a alguns dos Centros de Atendimento Integrado à Criança (Caics)'', adiantou, apontando ser ''desnecessária a toda a rede''.
Necessária ou não, a instalação única de um sistema de câmeras que vigie quem entra e quem sai da escola bem como quem se movimenta no interior dela não basta para conter a violência cometida surante roubos, assaltos ou outras formas de vandalismo. Essa é a opinião do diretor-geral do Caic Zona Sul, Amauri Pereira Cardoso, a unidade que atende bairros da periferia de Londrina que já figuraram entre os mais violentos da cidade, como os jardins Franciscato e União da Vitória. Mesmo assim, ele preferiu se precaver e, com recursos da instituição, instalou oito microcâmeras em toda a área do local para evitar manifestações ''indesejáveis''. ''Isso não soluciona o problema da violência, que é crônico. Mas, para nós, reduziu bastante a incidência dela'', garantiu. Cardoso comenta que, com o sistema centralizado em uma única sala, é possível que o vigia monitore toda a escola a partir dali. Ao todo, ele diz, foram investidos R$ 2 mil em equipamentos e instalação.

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