O diretório regional do PMDB de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) deve ingressar na Justiça com pedido de liminar para impedir a construção da praça de pedágio na BR-369, próximo ao limite com Rolândia. ‘‘O governo do Estado está desviabilizando o conceito da Região Metropolitana de Londrina, da qual Arapongas deve fazer parte. Não está projetado nenhum pedágio para a Região Metropolitana de Curitiba. Isso é protecionismo’’, enfatiza o presidente do PMDB de Arapongas, vereador Sérgio Onofre.
Projetada originalmente para Rolândia, a praça de pedágio foi transferida para Arapongas depois que autoridades e comunidade de Rolândia bloquearam a rodovia e exigiram a transferência para outro local. Os vereadores de Arapongas, por outro lado, estão cobrando explicações da Viapar - consórcio vencedor da licitação para explorar o lote 2 por 24 anos - e do governo do Estado sobre quais seriam as melhorias oferecidas à população com a cobrança de pedágio.
‘‘Até agora só sabemos que vamos pagar pela manutenção das estradas e obras futuras, que ainda não foram iniciadas’’, afirma Fortunato Graça Júnior, do PTB, que pertence ao grupo aliado ao prefeito. Fortunato destaca os projetos que pretendem transformar a região entre Londrina e Maringá numa metrópole. ‘‘O pedágio neste entroncamente é inadmissível, pois a economia regional está intimamente integrada’’, afirma.
Coordenador do projeto Metronor, que há cerca de 20 anos pretendia integrar a região entre Londrina e Maringá, Antônio de Pádua ‘‘Lula’’ Tadeu de Oliveira, do PMDB, entende ser inconcebível um ‘‘pedágio de manutenção’’. ‘‘A rodovia já está pronta. Entre Londrina e Maringá não tem mais o que fazer para melhorar a estrada. Além disso, o pedágio quebrará a idéia de unidade da região e o comércio de Londrina vai sentir este problema na pele’’.
Pelos cálculos dos vereadores, circulam diariamente pela região cerca de 22 mil veículos, o que resultaria numa arrecadação de aproximadamente R$ 100 mil por dia na praça de pedágio. Eles defendem que o tráfego entre Londrina e municípios vizinhos é pendular, ou seja, de ida e volta. ‘‘Quantas pessoas dos municípios da região procuram os centros de especialidades médicas em Londrina? Isso sem falar nos centros atacadistas e educação. Não podemos deixar que mudem a realidade regional com um pedágio’’, afirma Lula.

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